domingo, 22 de abril de 2012

Vida Real

Nessa época de tecnologias acabamos ficando mal acostumadas. Porque o computado nos provou que os erros são demasiadamente banais. Não tem problema errar. Errou na cor, escolhe outra. Errou nas palavras, deleta.

E chegamos a um ponto que não entendemos porque a vida não pode ser totalmente virtual. Queremos uma vida que nem o The sims(eu posso estar equivocada em algumas comparações, porque a última versão que joguei ainda era a 1, mas vamos lá).


Não entendo porque não posso mudar uma parece de lugar com um clique, ou pintar escolhendo a tinta e clicando na parede. E se eu não gostar da cor, clico em outra cor e na parede de novo. Tudo bem que acabo gastando mais dinheiro, mas dá até pra vender a tinta que já foi usada. Aliás, quero vender o que não uso mais com uma tecla(delet), e assim posso até ajudar pagar aquela conta exta, e tudo de forma instantânea. Quero arrumar emprego no jornal ou no computador, e se eu fizer tudo certo, ter a certeza de que serei promovida. Aliás quero aprender a cozinhar com algumas horas de leitura.

Eu quero uma vida simples assim. Porque isso é que é simplicidade.

Aí, temos tantas oportunidades de fazer de novo, que nem levamos a sério a primeira tentativa, muito menos a segunda. E isso, para a vida real, é muito grave.

Bom, vou explicar melhor do que estou falando. Com essas duas ultimas semanas de vários ovos de páscoa em casa e sem ir na academia por conta da minha sobrinha e sentada estudando o dia todo. Bem, hoje a balança me mandou a conta: 84 quilos. O que é alarmante para quem chegou aos 76, passou muito tempo nos 78 e está tentando chegar aos 72. Pura distração e PUFT....tudo se vai. Tenho mesmo que prestar atenção, porque de 2 em 2 volto aos 95 (credo...bate na madeira).

Mas isso me deu uma coisa de “ham?”. Eu fiquei olhando aquele número ali e pensando.....“como assim?”.

Como assim?

E foi isso que me deu vontade de ser virtual. Na computação tem uma ferramenta chamada recuperação do sistema. Que é assim, de tempo em tempo o computador grava(sem você precisar mandar) todo o seu sistema (não são os arquivos, são os programas e coisas do tipo). Aí se você faz uma “merda”, deleta algo que não deveria, grava um programa novo que não deveria, você vai nesta ferramenta volta no tempo, ele recupera todo o seu computador como ele tava na semana passada por exemplo. E tudo volta ao normal.

E agora eu não entendo muita coisa. Não entendo o número na balança. E não entendo porque meu corpo não veio equipado com a ferramenta de recuperação do sistema. Aí eu vou lá, dou um clique e volto pro corpo que eu tinha há 2 semanas. Porque eu não posso fazer isso?

Que raiva. Essa semana é ir para academia todos os dias, comer direito e esperar que tudo dê certo. É bem verdade que essa coisa de recuperação de sistema na vida real não existe, então vamos tentar pelo velho caminho de sempre: concertando cada coisa, mudando cada gesto e fazendo tudo para que as coisas fiquem do jeito que a gente acha que deveriam ser. E principalmente pensar antes de agir, porque diferente da vida dentro do computador, aqui fora nada volta. As coisas seguem em frente sempre. Cabe a nós escolher o caminho melhor!

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