segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Lendo o livro - A teia de aranha alimentar

Eu ainda estou lendo o livro....e ainda não sei como farei para comentá-lo. Porque tem tanta coisa interessante. Tanto detalhe. O legal, que puder, é comprar e ler. É libertador. 


E ele levanta dois pontos interessantes sobre a compulsão alimentar (pontos que falarei deles em outros post de maneira mais aprofundada.....prometo): ele fala da dependência física e da dependência emocional que temos com a comida.

Dependência física porque a comida nos vicia como se fosse uma droga. O açúcar e a gordura age no cérebro e provoca reações químicas em nosso organismo, do mesmo jeito que outras drogas nocivas. 


O livro entende "a obesidade como um problema relacionado ao comer em excesso, e entende o comer em excesso como um vínculo automático descontrolado, que pode também ser traduzido pela dependência aos carboidratos refinados (açúcares e farinhas). Segundo trabalhos científicos, e também a partir de nossas experiência, tal dependência age de maneira muito semelhante à dependência à cocaína, às anfetaminas e aos antidepressivos, uma vez que esses carboidratos atuam sobre neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, assim como fazem as drogas citadas acima."

E a dependência emocional vem do fato de não sabermos lidar com as frustrações. Só que na vida não temos a felicidade o tempo todo. Isso é fato. Tem sempre momentos de angústias e de frustrações. Isso é o normal. Mas não aceitamos isso. Queremos uma vida "ficciosa" que seja feliz o tempo todo. E quando não temos isso, procuramos a felicidade instantâneas, nos açucares, carboidratos refinados e gorduras. Mas isso acontece simplesmente porque não sabemos lidar com as frustrações,  simplesmente por que não queremos aceitar que ela faz parte da vida (em outras palavras: somos meninas mimadas).


E este foi o ponto do livro que me libertou. Porque eu pensei..."ei frustrações existem e vão existir sempre. Às vezes as coisas não saem do jeito que a gente planejou. Temos mais é que lidar com elas". E toda vez que penso em comer, eu peso, "não, tenho que aprender a lidar com as frustrações".

Eis meu mais novo mantra: aprender a lidar com as frustrações. 

E quem sabe a felicidade está aí. Não em não ter frustrações na vida, mas em aprender a lidar com ela. Quem sabe.....

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