terça-feira, 30 de abril de 2013

Liberte-se de suas prórpias prisões


Libertando-se

Hoje vi um comentário numa comunidade que me fez pensar.....

Eis o comentário:


Bom, o que eu acho disso? Eu não sei. Eu não sei mesmo.

Acredito, sempre acreditei e vou acreditar sempre que:

-  cada um sabe onde aperta o sapato
-  nem tudo que é bom pra mim é bom pra você
- e "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é

Então, acho mesmo que se você quer fazer uma dieta só de líquidos, por mais que você não tenha meu apoio, a não ser que seja muito muito muito amiga minha, não receberá minha crítica. Mesmo porque, nós que estamos lutando contra balança, somos sempre tão criticadas, que não quero aumentar esta estatística. 

Mas uma coisa é certa: tenho pavor de quem faz isso. Como a Patrícia disse, "as chefes da RA". Tem muita gente se achando e criticando de mais os outros nessa nossa vida virtual. E isso, eu também não aguento!

Mas resolvi comentar este post, por um outro motivo.....eu fiquei pensando....essa coisa de pegar leve, de sair e se controlar, de compensar....ao ler o post da Patrícia, isso tudo me pareceu tão fácil, e tão comum. 

O que quero dizer é o seguinte:

Eu tento sempre controlar tudo, planejar tudo. Eu acredito que se você mirar nas estrelas, vai mesmo chegar longe. Quero dizer, se você mirar em 10 metros acima, pode chegar a 8, pode chegar a 10, pode chegar a 100. Mas se você mirar em 100 mil quilometros, com certeza vai fazer o possível para chegar bem mais alto. E por isso eu sempre miro nas estrelas

Mas eu acabo sempre exigindo de mais de mim mesma. Sempre acabo traçando regras e não admito que sejam descumpridas. Será que eu não deveria levar a vida mais leve, como me pareceu ser leve a dieta saudável no post da Patrícia?

Vou dar um exemplo: o post que escrevi hoje mesmo.

Eu sei que não consigo lidar muito bem com a comida. Mas em vez de aceitar e simplesmente tentar acertar da próxima vez,  eu piro. Eu fico achando que simplesmente não posso me dar mais uma chance. Eu não sou light, eu não levo a vida na boa. Eu traço regras, traço metas, planejo tudo e se algo sai do combinado, eu jogo tudo pro ar.....eis a questão. Eu planejo tanto, que se não sai do jeito que eu quero eu jogo tudo pro alto. Não é um: "tudo bem, vamos seguir em frente e ver o que consigo". É um "que droga, nada vai dar certo, não quero fazer mais nada".

E não sou assim só com a dieta, sou assim com tudo. Tudo.

De volta ao post, não sei se a Patrícia está certa ou não. Não sou do tipo de julgar certos e errados alheios. Mas eu percebi que talvez eu precise me sentir mais leve, não levar tudo ao pé da letra. Deixar espaços para a vida trabalhar o acaso. 


Me libertar dessa fôrma que eu mesma criei pra mim. Aceitar que eu erro. Aceitar meus erros. E não pirar com eles. Aprender a seguir em frente, sem me punir, sem me desmerecer por todo o resto. 

Preciso me libertar. Me libertar de mim. Para que eu possa finalmente ser eu.

Vamos seguir em frente então....


Uma folga da dieta

Bom.....eu sou uma comedora compulsiva. Muitas de nós somos. Algumas sortudas apenas não sabem comer, mas uma grande parcela das obesas são assim porque comem descontroladamente. E eu faço parte desta parcela.

Então, quando faço dieta, muitas vezes fico de saco cheio daquilo, e parto para ignorância: destruo a geladeira. E minha nutri me sugeriu algo, tem umas 2 semanas, que talvez ajudasse: dar um tempo na deita sem sair comendo o mundo inteiro. Ela me disse: "quando encher o saco, dá um tempo da dieta, mas não precisa sair comento tudo. Só dá um tempo da deita".


Bom, às vezes cometemos alguns erros. Tipo destruir a geladeira. É um erro. Mas às vezes ocorre acidentes de percurso. Não é que cometemos um erro. É que tentamos algo novo que se esse algo desse certo seria a oitava maravilha do mundo. Mas que algumas vezes, dá errado: acidente de percurso. É quase que como um erro, só que não é proposital. Foi um "sem querer querendo".

Enfim, realmente essa coisa de dar pausa da dieta não deu muito certo pra mim. Não sei se foi a TPM (mas acho que não), o que sei é que não funcionou. 

Teoricamente, essa coisa de "pausa na dieta" é genial. Porque a idéia é você se dar uma folga, sair de toda aquela pressão, tirar uma semana para esvaziar a mente, mas sem sair comendo tudo. É só uma desobrigação da paranóia que é a dieta. E a idéia principal é: na semana de folga você não vai emagrecer, mas também não pode engordar. Isso é perfeito. Essa pausa, esse tempo, essa folga. Perfeito. Seria perfeito se a Fernanda não estivesse envolvida nisso.

Porque vou te dizer uma coisa sobre a Fernanda: ela não sabe comer. Não sabe. Ela não sabe qual é o limite do aceitável. E é por isso que é gorda. É como esperar que alguém que não tem bom senso o use. Fernanda fez dieta a vida toda, chegou na sua meta algumas vezes e quando isso acontecia, ela tirava folga da dieta, afinal não precisava mais fazer dieta. E isso resultava em todos os quilos a mais. O problema não é o ato de tirar folga da dieta. O problema é que Fernanda não sabe tirar folga da dieta. Ela nunca soube. 

Essa idéia de dar uma pausa é incrível. Para que sabe dar pausa. Mas quando se trata de Fernanda, a pausa é quase que um play. Eu sei que com o passar do tempo, terei que aprender a dar essa pausa. Isso faz parte da reeducação. Mas antes eu preciso admitir uma coisa: eu não sei fazer isso. Fernanda não sabe fazer isso.

E eu vou contar uma coisa que eu descobri com essa tentativa de pausa. Uma coisa que parece lógico, que aliás é lógico. Mas que em algum momento desses últimos dias, eu esqueci:

Quando se está de dieta o seu metabolismo diminui o ritmo. Então, quando falamos em pausa na dieta não estamos falando em comer muito mais do que geralmente se come na dieta. 


Aliás. estamos falando em comer praticamente a mesma coisa, com algumas pouquissímas e quase imperceptíveis diferenças. Isso não para emgrecer, mas simplesmente para não engordar. E a diferença, pelos olhos da Fernanda, é tão pequena......que estou pra te dizer que não vale a pena. E quer saber, foi isso que descobri: não vale a pena. 

Não vale a pena passar uma semana inteira mantendo, em vez de emagrecendo, por um pão a mais. Ou por meia fileira de chocolate, ou por 5 biscoitos a mais. Não vale a pena. 

A dieta é chata. É um saco. Um saco. Mas a verdade é que a pausa, o "comer normalmente" não é muito diferente dela. Só que a idéia de "comer normalmente" para a Fernanda é sulreal. Não existe. Acho que nem o meu marido - com hipertiroidismo - come o que é "comer normalmente" para Fernanda. É por isso que a dieta é tão chata para mim.

Resumindo......o que ando fazendo não é uma dieta. Chata ou não, o que ando fazendo é adquirindo novos hábitos que devem durar a vida toda. Esse meu cardápio básico é na verdade o que preciso comer para o resto da vida. 


Tá, tem horas que dá vontade de jogar tudo pro alto, e para esses momentos, terei que me acostumar com isso de "pausa na dieta", mas antes eu preciso aprender e aceitar que essa minha dieta é o que terei que comer normalmente. Isso é o normal. E o que eu entendo por normal é, na verdade, pra lá de compulsivo.

Oh, céus, eu preciso mudar minha visão em relação à comida, tenho que aceitar os novos hábitos e não faço idéia de como se faz isso. Estou cansanda de tentativas e erros, e apesar de saber que o jeito mais fácil é simplemente seguir a dieta todos os dias, eu não sei como convencer a minha cabeça de que isso é o melhor. É...pelo que parece eu tenho uma longa batalha pela frente.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Continue lutando! Sempre!


Você está fracassando ou desistindo?

Outro dia fiz um post sobre desistir (para ler, clique aqui). Sobre não desistir. E disse que muitas vezes a gente volta pra dieta achado que deste modo não estamos desistindo. Mas que na verdade desistimos quando escolhermos sair da dieta e enfiar o pé na jaca. Isso já foi uma desistência.

E a Jillian, no episódio do The Biggest Loser que foi ao ar no último sábado, disse exatamente isso. Disse de um jeito diferente, mas disse exatamente o que eu queria dizer. Ela disse: "você não está fracassando, você está desistindo". 

A Amanda estava na esteira. A Jillian mandando ela correr mais (daquele jeito que a Jillian manda) e a Amanda tendo uma crise existencial. Então a Jillian questiona a Amanda, que diz que tem medo de fracassar (como todas nós) foi então que a Jillian disse: "você não está fracassando, você está desistindo". 

Fracassar é tentar e não conseguir. É ir, tentar com todas as suas forças, tentar de todas as maneira, e não conseguir. E não é o que a gente faz. Não é o que a Amanda fez. Nós desistimos. E desistimos no primeiro obstáculo por medo de fracassar. Nós não fracassamos, mas desistimos. O que não é muito melhor. 


Na primeira pedra que achamos no caminho, questionamos nossas vontades, nossos valores, questionamos nossos objetivos. Esquecemos o que queremos. Temos medo de frecassar e que, sendo assim, todo nosso esforço seja em vão. E se a gente fracassar, se todo nosso esforço for em vão....melhor seria desistir. E é o que fazemos. 

Como muita gente desiste, muita gente faz dieta e nao consegue emagrecer. Mas é que as pessoas desistem. Enfim, vendo isso a gente realmente acha que pode ser que a gente faça dieta e não consiga emagrecer. Mas isso não é possível. Emagrecer é uma questão de matemática. Se você faz as escolhas certas, o resultado aparece. Mas tudo vira uma confusão na nossa cabeça e de repente estamos afogando as mágoas na geladeira. 

A Jillian tem razão, a gente não fracassa, mas estamos constantimente desistindo. E quem não desiste.....sempre consegue!


Não vamos mais desistir então. Basta seguir em frente, continuar tentando e no final conquistaremos tudo o que queremos. Porque só não consegue que desiste. Como a gete sempre desiste, a gente nunca consegue. Precisamos mudar isso. Vamos mudar isso. O lema agora é: continuar lutando! Sempre!

Vamos continuar lutando. Quanto tivermos vontade de atacar a geladeira, vamos continuar lutando. Quando tivermos preguiça de ir pra academia, vamos continuar lutando. Quanto aparecer aquela vontade de jogar tudo pro ar, vamos continuar lutando. Continuaremos lutando, até chegar onde queremos. E até lá, não vamos parar, não vamos descansar. Eu não estou dizendo que será fácil. Mas é completamente possível. E saber disso, já basta. 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

TPM

Sabe aquele pressentimento de que tem um fantasma rondando....você chega a ficar irritada.


Parece que está te seguindo, te observando e dizendo "se prepara que estou chegando". Sim, estou falando da TPM, que já está mandando recadinho só pra avisar que este mês ela vem com tudo. Mas este mês estou pensando seriamente em enfrentá-la. Eu sei que ela vem e não tem outro jeito. Mas estou pensando em ignorá-la. Simplesmente não permitir que ela me tire do sério. 

Eu sei, não é fácil. Nada na vida é fácil. Mas a gente precisa fazer umas escolhas, tomar umas decisões e seguir confiante. Porque é assim todo mês. A mulher fica duas semanas bem, faz tudo certo, e aí vem a TPM, e a gente fica uma semana entregue a ela, e na outra fica com raiva por ter se entregado, e fica se punindo. Isso não é vida. Passar a vida toda tendo duas semana boas e duas semanas ruins é perder a metade da vida para a TPM e ,sinceramete, ela não merece isso.


Então se a gente quer mesmo ter a vida nas nossas mãos, temos mesmo que enfrentar isso e não permitir que a TPM nos domine. Ou será, todo mês, essa história de desperdício de vida. 

E que comece a batalha!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Escolhendo ser feliz

Mulher é tudo louca. Aliás isso é o normal da coisa. Acordamos um dia feliz, e no outro já nem queremos acordar. Tem dias que olhamos no espelho e nos amamos. E no outro queremos querbrar todos os espelhos da casa para não temos que nos olhar.

Normal!

Dizem que somos de lua. Nos chamam de mulher de fases. Pra gente, isso é normal. Mas eu queria que não fosse. É tão bom quando a gente acorda bem, e levanta animada, e se olha no espelho e se sente....feliz. Queria que fosse assim todos os dias. Até mesmo na TPM. Garanto que o meu marido também gostaria. 

Mas não é assim. 

A questão é a seguinte: realmente não é assim. Tem dias que realmente não dá pra manter toda a animação que precisamos.....mas.....mas podemos colaborar para que os dias felizes sejam mais frequentes. 

Como? Comendo chocolate é que não vai ser. Eu sei que tem essa coisa de que o chocolate libera uma substância que nos deixa felizes. Mas 10 minutos depois já estamos furiosas por ter comido doce. Então não nos serve. A melhor coisa para aumentar a frequência da felicidade é fazer a RA direito e malhar. Isso sim gera uma felicidade quase que permanente. E nem tô falando da felicidade quando chegamos na meta e já estamos magra. Estou falando da felicidade do percurso. De se sentir feliz por ter ido na academia mesmo ser estar com vontade, da felicidade de ter resistido a sobremesa, da felicidade de comer salada na janta e ir dormir mesmo não se sentindo tão saciada quanto gostaria: é a felicidade de estar fazendo a coisa certa.

Mesmo sabendo que não chegamos na nossa meta, mesmo sabendo que estamos até longe dela, mas é a felicidade de estar no caminho certo. Por outro lado, quando damos aquela escorregada, ficamos furiosas, ficamos infelizes, tristes, mal humorada. Não pense que só você se sente assim. Isso acontece com todas nós. Nos sentimos fracassadas, fracas, impotentes. Mas quando seguimos tudo direito, nos sentimos fortes, poderosas......então, é você que escolhe como quer se sentir. No fundo tudo denpende de você: quer se sentir um lixo ou quer se sentir a mulher maravilha?


Escolha ser sentir feliz, escolha se fazer feliz. Claro, é inevitável, tem dias que você vai acordar meio desanimada. Mas esses dias serão exceção.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Diga não ao sedentarismo


A importância da Atividade Física

Esta semana eu não fui na academia ainda. E nem na semana passada. Eu ando preguiçosa. Só de pensar que terei que esperar e pegar um ônibus para voltar para casa, me desamina. Mas eu acho que meu erro maior é como eu vejo a atividade física. 

Eu não gosto de malhar. Claro que não. Prefiro ficar em casa, jogada no sofá comendo pipoca.....bem melhor.

Mas eu malho, quero dizer, costumava malhar, e muito, porque gosto dos benefícios que isso me traz. E não estou falando da saúde. Estou falando de um corpo magro e mais comida. Na primeira etapa da minha vida, o quero malhar para que isso me ajude a ter um corpo magro. E na segunda etapa da minha vida - quando eu já estiver com um corpo magro - eu quero malhar porque assim, gastando mais energia, eu posso comer um pouco mais. Pois é, eu sei, são os motivos errados.

A atividade física, falando de uma vida ideal, deveria ser um hábito de vida saudável. Que nem tomar banho ou escovar os dentes. Deveria ser algo do tipo: "tá legal, acabei de comer, preciso escovar os dentes", ou melhor dizendo "tá legal, estou desde cedo sentada nesse sofá, preciso dar uma caminhada". Mas não é. Pelo menos para mim, não é assim.

Mas a notícia boa é que isso melhora. Quero dizer, depois de um tempo malhando, mesmo que sem vontade, o corpo entende que aquilo é uma nescessidade e encara como um hábito. O problema todo é malhar mesmo sem vontade até o corpo entender que ele realmente precisa daquilo. Essa é a parte mais difícil. 

Bem, ontem eu percebi o quanto nosso corpo realmente precisa disso. Sem essa de corpo magro ou comer mais. O corpo precisa se movimentar para viver melhor. O meu marido fez uns exames e eu mandei os exames para a irmã dele - que é médica - dar uma olhada. Ele tá com a tireóide alterada (mas isso a gente já sabia, inclusive ele já começou o tratamento) e ele está com o HDL baixo. Agora deixa eu explicar o HDL baixo: o HDL é o colesterol bom, que o ideal é que esteja acima de 60. E o dele está em 30, ou seja, metade do mínimo. E a irmã dele disse uma coisa que me deixou chocada: "isso é coisa de pessoa muito sedentária".

Eu nunca tinha ouvido falar disso. Mas se ela tá dizendo, bem ela é médica, deve ser verdade. A questão é: tá vendo, o corpo precisa de atividade física?. Não para diminuir medidas, não para poder comer mais, mas porque ele precisa se movimentar para viver melhor. Olha a importância que a atividade física tem. E a gente fica nessa de "ah, eu não gosto de malhar". 


Eu não sabia que malhar era algo tão importante para o corpo. Eu sabia que era importante, mas não sabia que era tanto assim. Vou começar a ver a atividade física com outros olhos, vou começar a me habituar, e fazer isso ser mesmo uma rotina, tanto quanto tomar banho ou escovar os dentes. Porque se você passa dias sem escovar dente ou tomar banho, bem, você chega a se sentir mal. De noite quando chegamos em casa, vamos logo pensando "Bah, preciso de um banho".Com a atividade física tem que ser igual. Ou o corpo vai mesmo sofrer. E quando ele começar a sofrer, a gordura localizada será um dos menores problemas.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Iogurte Grego Nestlé Light

Acabei de tomar um iogurte grego light nestlé de lanche da tarde. É uma ótima opção se a gente pensar que tem apenas 78 calorias. E é muito gostos. É muito muito muito gostoso.

Não sei se vocês já provaram, mas é tão bom quanto o iogurte grego tradicional.

Mas a questão não é essa. A questão é: tá, eu entendi que é light, ou seja, alguns componentes foram reduzidos, mas ele é mesmo saudável? Sim...ele deve mesmo ser mais saudável que o normal. Mas é de fato saudável? Porque o tradicional - sem ser light - é uma bomba. Então, será que ele melhorou o suficiente?

Eu sei que pode parecer paranóia, mas vamos lá, analisar........os ingredientes:

Repito: eu sei que pode ser paranóia, mas será que eu sou a única que não me sinto confortável em ingerir xarope de açúcar em plena dieta depois de dispensar a sobremesa para tentar reduzir as medidas? Sem falar que o leite é "parcialmente desnatado". Enfim, a versão light do produto deve ser um pouco melhor, mas ainda me parece uma bomba. 

Não que a gente não possa comer, mas temos que redobrar o cuidado na hora de comer. Nada de tomar de noite, e nada de exageros.....porque agora mesmo, enquato eu tomava eu grego light de lanche, eu ficava pensando "porque é mesmo que não posso tomar 2 desses?". É o xarope da açúcar chegando no sangue e o corpo adorando e pedindo mais.

Então não é porque é light que vira a melhor opção. Não ele não é a melhor opção. O bom mesmo, neste momento, seria uma maçã, uma fatia de melancia ou abacaxi. Isso sim seria uma opção perfeita. Mas quer ir de grego light, pode ir, vai fundo. Mas leva junto aquela nossa velha conhecida chamada moderação.

Aniversário da sobrinha

A minha sobrinha, filha da irmã do meu marido, fez 1 ano na semana passada. E no sábado foi a comemoração em Porto Alegre (é que eles moram em outra cidade, então teve 2 festas).


E foi comemorado de noitinha com um mix de festa e churrasco.

A gente bem que tenta seguir a dieta e se controlar bem bonitinho, mas sempre tem uma festa com vários docinhos. Que coisa. E não queria comer nada, queria passar esta semana sem luxo, mas não deu. Fiz meu luxo na festa. No churrasco eu nem comi muito, mas no final não recusei nem o bolo e nem uns docinhos. Tudo bem, faz parte. No Domingo tudo voltou ao normal.

Mês que vem viajo para ver minha família e até lá quero estar um pouquinho mais magrinha, então é nisso que estou me focando (nisso e no meu vestido novo). E por falar no vestido....como eu gostaria de ter usado ele na festa de sábado. Mas não usei. Ele não dá em mim. Ainda não. E a culpa é minha. E a minha culpa não é por eu ter escolhido comprar o M. A minha culpa é por eu não segui a dieta 100% e não ir na academia todos os dias. Pena. Grande pena.

Mas fui linda e maravilhosa (mais ou meno assim, mas sem a bolsa, sem o óculos e o cordão max....kkkkkkk...mas fui de jeans, uma blusa preta transparente, sandália peep toe....ou seja, chic e modesta como sempre...hehehehehe).


Tanto que quando eu cheguei fui ajudar a arrumar o salão e o pai da criança, que já estava colocando a carne para assar, me olhou e disse: "mas tão chic....num churrasco gaúcho não precisa vir tão chic". Na hora eu pensei: "Ops". Mas não era um simples churrasco. Era o aniversário de 1 ano da minha sobrinha, e mulher e festa....elas exageram mesmo. Tanto que eu não era a única chic. Quase todas as mulheres estavam um espetáculo. Tinha uma guria lá que, bah, não tinha pra ninguém. Super, mega linda. Na hora, eu olhei pra ela e pensei no meu vestido novo em casa, e pensei "Que droga!". Tudo bem, fica pra próxima.

Bem, eu amo moda, aliás quero emagrecer só pra andar ainda mais na moda....fazer o quê, cada uma tem lá seus objetivos, mas exageros a parte, acho que ir linda na festa, em qualquer festa, faz parte da dieta. Tudo bem que nem todo mundo tem (nem mesmo eu tenho) grana pra ficar comprando roupas e mais roupas, mas acho que toda mulher tem que gastar tempo e energia se arrumando para uma festa(e também no dia a dia). E não é machismo não. Os homens não precisam porque eles nem mesmo sabem coordenar cores. A gente é que, além de se arrumar, ainda tem que ficar dando opinião na roupa deles. Pelo menos depois que se casa é assim.

Mas quando se vai a qualquer lugar, a mulher tem que se sentir maravilhosa. Porque se a mulher se sentir mal (bom, a gente, na maioria das vezes, já se sente mal com o corpo, então temos que caprichar no look) acabamos encolhidas em algum canto na festa comento tudo o que passa na nossa frente, só para afogar a mágoa. E se tem criança perto diz ao pé do ouvido: "rouba um docinho pra mim....". Coisa bem séria. 

Mas se a gente tá se achando no dia, bem, a gente circula na festa - ou seja, gasta energia - e acaba comendo menos, afinal, o objetivo é ficar cada dia mais linda. Isso não é "ser metida". Isso é amor próprio. E apesar de muitas vezes ele estar abalado (aliás é por isso que começamos a RA) ele é essencial para qualquer dieta dar certo.

Pena que amor próprio não se vende no supermercado, que nem a alface. Ele tem que ser exercitado, trabalhado e com o tempo ele acaba permanecendo. É que nem malhar: exige esforço, mas no final, vale a pena.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Herbalife

Eu fui convidada para um encontro Herbalife. Por uma vizinha e amiga, e não tive como não ir. Não sei bem como aconteceu isso dessa minha vizinha entrar para o Herbalife, mas seja lá como for, acho que toda mudança é complicada, e eu queria dar o meu apoio.

Eu sei que muita gente critica o Herbalife. E eu fui decidida a não ser esse tipo de pessoa. Fui com a mente aberta e super receptiva. E como ontem eu tive consulta com a Jú, aproveitei para pedir a opinião dela. E ela me disse que esse tratamento da Herbalife de trocar várias refeições pelo Shake ela não aprova, mas que se eu quisesse comprar o shake para tomar na janta, que tem alguns Shakes que tem farelo, e que eu teria que pegar um que não tivesse carboidrato. 

Enfim, munida de todas informações, fui eu para o encontro Herbalife.

E realmente, para fazer o tratamento de eliminar peso, teria que substiruir duas refeições (café da manhã e janta) pelo Shake. Imagina. Eu.....que estou completamente enjoada da minha dieta super variada, vou viver tomando Shake. Nem pensar.....mas vamos em frente.

Uma coisa que eu acho realmente boa nos Shakes da Herbalife é que são cheios de vitamina. E eu acredito mesmo nisso, e acredito que isso ajude a saúde.

Enfim, teve a reunião, ouvi muito sobre a história e os produtos da Herbalife. Experimenti um chá que o gosto não era dos melhores, mas 30 min depois já estava eu com vontade de ir no banheiro. Porvei dois sabores de Shake: o de morango que achei muito normal, e o de Cookies que é uma delícia. E na reunião tinha salgadinhos, que eu não comi. Vitória pra mim. 

Então, eu estava aminada a comprar um Shake. Não para fazer a dieta do Herbalife, mas para ter um Shake de auxílio, sabe.....aqueles dias que você chega em casa, morrendo de fome, e sua hora da janta quase que já passou....aí você faz o Shake e pronto. Eu estava convencida a comprar um Shake. Mas eu pensei assim - ingênua - aqueles Shakes que são vendidos no suspermercados deve custar uns 25 reais. O do Herbalife deve ser uns 50 então. Tudo bem, por 50 eu compro e ainda ajudo minha amiga e vizinha. 


Mas quando recebi o catálogo de produtos....bem, não era exatamente assim. O tal chá, 50g, custa 97 reais, e o Shake, que vinha 550g - o que dá para fazer 21 porções - custa 107 reais. Não , não. Não sei se estou sendo clara.....então vou repetir: o Shake custa R$ 107,00. E o provo reclamando do preço do tomate......

Eu achei muito caro. Eu entendo que esse pode ser melhor que os Shakes vendidos nos supermercados. Entendo isso. Mas 107 reais é muito além do meu orçamento. Não dá! Sinto muito, queria ajuda a vizinha a começar a nova vida Herbalife dela, mas pagando 107 reais por 1 shake, eu precisaria de ajuda financeira também! Eu fiquei chocada. Não sabia que era tão caro. Mas enfim, entendi mais sobre a marca, e isso é bom, para respeitar mais quem escolhe fazer essa dieta. Não sou do tipo que critica as escolhas das pessoas. Eu acho que cada um sabe onde o sapato aperta, e cada um tem o direito de fazer suas próprias escolhas........mas a minha, é continuar com a dieta da Jú. Que não é fácil, muitas vezes é chata, sem graça....mas em se tratando de Dieta e RA, é a melhor que existe. Pelo menos para mim.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Programando a dieta

Bom, fazer dieta não é fácil, mas tem épocas que estamos determinadas e isso faz toda a diferença. O que não é o meu caso. Não este memonto. E quando estamos desmotivadas, tudo é motivo para jogar tudo pro alto na primeira oportunidade. Então...não podemos deixar essas oportunidades aparecerem. Devemos lutar contra o imprevisto. 

Então ontem eu conversei com meu marido. E disse a ele que preciso programar mais a minha vida, e principalmente as refeições. E ele me disse: "que coisa chata, ter que programar tudo e não deixar as coisas acontecerem". E ele tem razão. É mesmo muito chato. Mas é do que eu preciso neste exato momento. Porque - eu já disse isso - se eu deixo para resolver de supetão, eu opto sempre pela coisa errada. Porque quando é assim, de surpresa, eu em primeiro lugar ouço aquela voz que diz "ahhhhh, quer saber, vamos de pizza".E para eu não obedecer essa voz, eu tenho que pensar muito, tenho que me convencer, tenho que fazer uma combinação comigo mesma. Quase que uma promessa. E não dá pra fazer isso de supetão.

É claro que nunca que vou conseguir programar 100% da minha alimentação. Mas se eu colocar isso como meta, talvez eu consiga programar aí uns 90%, e com isso, pode ser que eu tenha boas decisões nos 10% não programados, só para não estragar tudo. 

Então é isso que eu vou tentar!


Vou começar a semana já com tudo programado. E vou fazer as compras no mercado em cima da minha programação, e para os imprevistos, bom, terei sempre uma sopinha sem carboidrato congelada, bife de frango congelados individualmente, e salada pronta na geladeira.

Acho que isso vai ajudar muito. Porque na hora de comer, não terei que pensar no que vou comer. Se eu penso muito no que vou comer, se me permito pensar "no que será que posso comer agora?" a primeira opção que aparece sempre tem mais de 1.000 calorias. E é isso que quero evitar.


Já vou ter tudo escolhido e separado.

Se isso vai durar para sempre, eu não sei. Se um dia as coisas vão melhorar, eu não sei. Se um dia eu farei escolher boas no impulso, eu não sei. Mas não quero me preocupar com o amanhã. Quero me preocupar com o agora. Preciso me concentrar no que eu preciso agora. Viver um dia de cada vez e a cada dia fazer o que for preciso.

Quando a gente vê fotos no google sobre dieta, as mulheres parecem tão felizes e parece ser tão divertido. Mas a realidade é outra. Deixar aquele pedaço de bolo de chocolate pra lá, não é fácil. Mas uma coisa que todas nós sabemos é: vale muito a pena.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Loucuras de Fernanda

Quem me conhece sabe que sou meio maluca. Mas quem não é?

Então vou contar a minha última maluquice. E é claro que vou tentar contar de um jeito que não pareça algo muito doido, mas no fundo, lá no fundo, eu sei que é doidera pura.

Bom, nesta semana eu andei exagerando em muitas coisas. É meio acomodação, misturado com vários imprevistos não planejados (e quando não é planejado, não tem jeito, a gente acaba optando pelo bolo de chocolate em vez da salada de alface. É quase um: "responda rápido, bolo ou alface?" Boloooooo), e é meio saco cheio de tudo....enfim. A única culpada pelos exageros sou eu. Admito. 

Eu preciso achar a minha motivação, preciso achar o retorno para a auto estrada. E estou tentando. Mas este caminho onde estou está muito sem placa, sem sinalização.

Então hoje fui no shopping com meu marido no horário de almoço. Nada programado. Então, "pensa rápido salada ou um prato de massa?" Massaaaaaa. Ou seja, já não comecei bem. 

E depois disso ele me deixou ali e voltou para o trabalho. E eu passei na minha loja preferida: Enjoy.

E na enjoy vi um vestido lindo, me apaixonei. Como sempre. Eu sempre me apaixono quando vou lá. E eu sei que sou consumista, ando comprando de mais, sei que isso é errado. Mas lá no fundo tem uma voizinha que diz: "poxa, você não pode comer o que quer, não pode passar o find todo deitada no sofá, por favor, tem que fazer algo, pelo menos uma coisa que goste de fazer: compras. Ou essa sua vida será um tormento".

Eis o vestido:


E a parte mais linda do vestido não aparece na foto. Na lateral tem um detalhe em couro, que faz a silhueta parecer mais fina.

Enfim, amei o vestido e depois de muito pensar decidi levá-lo para morar comigo. Mas neste exato momento me deu uma luz. E eu pensei. "Espera aí, essas roupas me fazem acomodar, porque pra que vou emagrecer se coloco um vestido assim, novinho e já me sinto linda. E porque vou emagrecer e perder uma roupa cara que acabei de comprar".

Enfim, a atitude mais correta seria não levar o vestido. Mas eu, de impulso, sempre escolho a opção errada, então vamos lá, ficar com a errada mesmo. Eu provei o vestido G, ficou lindo, perfeito. Então resolvi legar um M. 

Bom, falei. Foi essa a loucura que cometi. Porque na Enjoy chega poucas peças e depois que acaba, não tem como ter de novo. E eu tenho 30 dias para troca. Ou seja, foi uma loucura pensada. 

O M chegou a mão fechar nas costas, na finaleira do fecho. Mas levei assim mesmo. Afinal a minha meta é eliminar 10 quilos, e com 10 quilos....acho que conquisto o espaço que falta no vestido. E esse vestido, lindo e caro, muito caro, será a pedra no meu sapato. Porque é meu, está ali no meu guarda roupa, é a cara o inverno, e eu estou louca para usar, mas não cabe. Ainda não cabe. E para caber, bem, só depende de mim.

Depis isso eu cheguei em casa, passei no mercadinho, comprei melancia para comer e no final da tarde, fiz chimarrão para espantar o frio. Ou seja, estou indo pelo caminho certo. Mas a pergunta que não quer calar - e por isso chamo de loucura - é: será que no final das contas, ele realmente vai entrar perfeitamente em mim?

terça-feira, 16 de abril de 2013

Jacqui

Que ela seja nossa inspiração


Quilo Por Quilo - o vídeo

Eu achei tão impressionante a história da Jacqui que procurei os vídeos do programa. São bem longos, se juntar os dois dá 1 hora e meia, mas vale a pena ver. E coloquei aqui principalmente para o pessoal que não tem TV por assinatura, e por isso não teria como ter acesso ao programa.

Enfim, é 1 hora de 30 minutos, mas vale muito a pena porque é mesmo inspirador:


E sempre que tiver aquela vontade de desistir, venha e volte a ver esses vídeos. Sempre que não tiver vontade nenhuma de malhar, malhe assistindo esses vídeos. Eles são o choque de realidade que muitas vezes precisamos!

Vamos nessa porque se a Jacqui conseguiu elimiar 90 quilos em 1 ano, a gente consegue fazer qualquer coisa!

Quilo Por Quilo

Eu sou completamente apaixonada pelo The Biggest Loser, mesmo com a odiosa Tryce nessa temporada.  Ele é, sem dúvida, o meu programa preferido. Mas ontem eu assisti a um episódio de Quilo por Quilo que me deixou emocionada. 

O Chris Powell, ou melhor, o lindo do Chris Powell (hehehehe) estava ajudando a Jacqui. Agora os episódios do Quilo por Quilo estão sendo divididos em duas partes. Eu eu já tinha assistido a primeira parte  do programa da Jacqui umas mil vezes, mas nunca tinha visto o final. Ontem eu vi. E chorei, de tão lindo que foi.

E foi emocionante por vários motivos. A história dela é bem triste, e ela era muito descrente dela mesma. Ela não acreditava que era possível, que iria conseguir. Repetia sem parar "eu não consigo". E uma coisa que eu achei muito legal foi o marido dela. Apoiou em tudo, sempre. Estava sempre dizendo que ela era linda, ele era mesmo apaixonado. E eu achei isso lindo. Porque quantas tem que lidar com o peso e as críticas do parceiro. Eu não passo por isso. Mas sei que muita gente passa. E o marido da Jacqui foi sensacional.

E, pela primeira vez, de todos os programas Quilo por Quilo que eu assisti, ela chegou na meta no final. Claro, no programas todo mundo emagrece muito, mas nunca tinha visto alguém realmente alcançar o objetivo. Aliás, a Jacqui foi a primeira que eu vi que emagreceu na última etapa. Porque o Chris Powell divide o ano em 4 etapas de 3 meses cada uma. No final da terceira etapa o ideal é ter reduzido 50% da gordura corporal para fazer a cirurgia de remoção de pele. E ela conseguiu realmente eliminar mais de 50% da gordura nessa fase. Os outros que assisti, o pessoal consegue chegar perto disso, mas nunca tinha visto realmente alcançar isso. 

E depois da cirurgia, tem aí umas 8 semanas de recuperação, então as pessoas dos outros episódios não conseguiam emagrecer nesta fase. Mas a jacqui conseguiu. Mais de 10 quilos, só na última fase. É um tapa na nossa cara. A gente que fica reclamando em ter que eliminar 10 quilos, ela emagreceu  94 quilos em 1 ano. Ela foi de 161 para 67. Ela começou com 161 e 9 meses depois estava com 80 quilos. Menos do que eu peso atualmente. E gente, ela começou com 161 Kg. E em 3 meses, mesmo tendo que se recuperar da cirurgia, foi de 80 para 67. Incrível. Eu sei, que quando ela fez a cirurgia perdeu uns quilos de pele, que foi para o lixo, mas não dá pra tirar o mérito dela, porque ninguém, antes, no programa, tinha conseguido isso. Ela conseguiu. 

Olha o antes dela: 161 kg.



E olha como ela ficou no final:



Impressionante!

Quando, na festa da revelação,  o Chris disse "levantem-se para aplaudir a Jacqui" e ela entrou no palco, eu, sozinha em casa, tive que me levantar para aplaudir. Parecia uma doida. Mas foi mesmo impressionante. Tocou fundo. Porque a jacqui é que nem a gente. Tem suas franquezas, sua vontade de desistir. Mas ela simplesmente seguia em frente. E ela conseguiu.

Que todas nós tenhamos a força e a persistência da Jacqui. Porque vê-la emagrecendo 90 quilos faz os nossos 10 parecer um tanto ridículos. Ela é a maior prova de que só não consegue quem desiste! 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Comemorando o aniversário de casamento

Comemoramos nosso aniversário de casamento no sábado e no domingo. Mas em casa. Não sei, mas acho que a gente mal fez 6 anos de casamento, nem ao menos temos filhos ainda, e já estamos ficando velhos e chatos.....será?


Enfim, acendemos a lareira - tava friozinho - abrimos um vinho, comemos uns queijinhos e depois filé com salada. Isso no sábado de noite. No domingo o almoço foi uma costelinha pra lá de especial, agridoce.

A comemoração foi ótima, mesmo porque fui eu que quis assim, mas sabe que já começo a sentir falta daquela energia de antes. O tempo é mesmo cruel. E é mais um motivo para eu emagrecer, porque em breve, mas muito em breve, já terei que pensar nos filhos.

Bom......os presentes: eu dei um terno pra ele. Primeiro porque ele tá precisando e por isso já tínhamos combinado que nas datas deste ano, os presentes dele sempre será terno. E assim até o final do ano ele terá uns 4 ternos. Para quem precisa para trabalhar, é bom poder variar. Ele tava com apenas um. Judiaria. E em segundo lugar, que eu dando de presente, eu que escolho. O Renato adora comprar coisas pra mim, e compra coisas caras. Mas quando é pra ele, ele acaba comprando sempre os mais baratinhos. E vamos combinar, os baratinhos não tem aquele caimento perfeito. Então comprei um terno bem lindo pra ele. E o caimento ficou perfeito!!!


E eu ganhei uma bolsa da Fellipe Krein. A bolsa é esta aqui: 

Mas a minha não é verde. É vermelha. Coisa mais linda!

Enfim, espero que aquela nossa energia volte. Antes a gente comemorava todo dia 5, que foi o dia que começamos a namorar. E nos últimos meses nem isso estávamos fazendo mais. Mas já resolvemos retomar com isso. Porque por mais que a vida seja corrida, se a gente não encontrar um tempinho para reacender aquele velha chama, pode ser que um dia a gente acorde e perceba que ela nem existe mais. Não tem jeito, o amor tem que ser cultivado, ou ele acaba morrendo. E todas nós temos que achar um tempo para cultivar o amor!

sábado, 13 de abril de 2013

Faz 6 anos que te escolhi


Aniversário de Casamento

Hoje é meu aniversário de casamento. Hoje e amanhã. Hoje é aniversário do casamento civil e amanhã do religioso. 

E como todo ano, eu comemoro com uma brincadeira: escolhendo um vestido de noiva. Se eu fosse casar hoje, com qual vestido eu casaria. 

Bem, este ano eu estou adépta da simplicidade. O que aliás está na moda. Linhas simples e elegante. E por isso as minhas escolhas são bem diferentes do que anda pelas igrejas por aí. Aliás, por isso mesmo que se eu fosse casar hoje, essas seriam minhas escolhas:

Para o casamento civil:


E para o casamento religioso:


Eu sei que é um look bem diferente do que as gurias andam usando, mas por isso mesmo, acho revolucionário. Acho que depois de tanta renta, tanto detalhe, tando brilho, os vestidos estão precisando de mais elegância e simplicidade. Por isso que se eu fosse casar hoje, esta seria a minha escolha. 

E eu adorei as linhas na base do vestido e o detalhe das costas. E é o estilo da Anne Hathaway no oscar deste ano, que - eu já disse, eu sei - adorei! Simplicidade e elgância. Adorei. 

Roupa é sempre uma inspiração pra emagrecer. Poder comprar o que quiser, tudo ficar bem, sem essa coisa de "gostei tanto dessa roupa, pena que não deu". E vestido de noiva é essa motivação elevada ao infinito. Toda mulher quer estar linda no seu grande dia. Eu mesma tive que emagrecer para ficar maravilhosa no meu casamento. E tudo isso me inspira mais.

Por isso adoro essa brincadeira, adoro olhar vestido de noiva e escolher qual usaria. Adoro. Pois bem, para este ano, essa foi a minha escolha. o que acharam?

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Festinha Surpresa

Ontem teve festinha surpresa na casa da vizinha.


E fui eu para a casa da vizinha com aquela mesa recheada de coisa boa. E um bolo que era minha cara, eu olhei pro bolo e cheguei a me arrepiar. Eu já gosto de bolo, qualquer bolo, mas aquele estava indecente.  E docinhos e sanduichinhos......tudo, absolutamente tudo, estava um espetáculo. 

Mas antes de ir para festa eu já tinha comido um sanduiche enorme. E foi de caso pensado mesmo. E na festa, bem, na festa eu não comi absolutamente nada. Nada. Tudo ali tinha carboidrato ou açúcar, quando não tinha os dois. Eu não podia comer nada. Tinha acabado de voltar da nutri e tinha recuperado 1,1 kgr no efeito rebote. Eu não podia ter outra semana ruim. E como no fim de semana eu faço aniversário de casamento, deixei a minha saída para o find. 

E vou dizer uma coisa. Não é fácil, não é. Ir para uma festinha ver um monte de coisa boa e não comer nada. Mas é possível. Porque sempre vai ter uma festinha, sempre vai ter uma saída com amigos, sempre vai ter almoço de família. E são coisas que a gente não tem como não ir. Mas é possível ir e não sair da dieta, optar por coisas mais light, e se for o caso, não comer nada. É possível. 

Mas tenho que confessar: o crédito não é todo meu. O crédito é dos anfitriões da festa. Que toda vez que eu recusava uma guloseima diziam: "isso mesmo". Seria imensamente mais difícil se eles dissessem: só um pedacinho, só unzinho, deixa a dieta pra amanhã, você não come nada?

E, ontem, eu fui apoiada em casa recusa. E assim a gente descobre que o mais difícil da dieta não é as guloseimas que a gente encontra pelo caminho, mas os amigos que estão perto das guloseimas. Muitas vezes, para a dieta dar certo, temos que abrir mão de algumas comidas e alguns amigos que emgodam muito mais que batata frita. Mas, graças a Deus, não é o meu caso. E, também é assim que se descobre que tem amigos que fazem mais pra sua deita que o adoçante dietético.

Saí da festa feliz e leve. No final das contas, é para isso que as festas servem, não?

Nutri

Ontem eu fui na nutri.

E o efeito rebote apareceu na balança. Mas não só porque fiz a dieta do sofrimento na semana passada, mas porque comi chocolate no sábado e no domingo.

Depois da dieta do sobrimento eu tinha emagrecido 1,7kgr, e depois dos chocolates extras, recuperei 1,1 kgr disso. Ou seja, essa coisa de dieta muito restrita não vale a pena, pelo menos não para mim.

Mas aí a nutri foi ver o meu diário alimentar. E nele, no sábado, estava lá: encontro light. E ela me perguntouo que era isso. Expliquei tudo, expliquei do grupo das gurias da região sul, expliquei sobre a She RA.....enfim, contei a história toda. E a Jú ficou com aquela cara de "isso é inacreditável". Ela não sabia que tinha essa coisa de fazer perfil fake só pra falar de dieta.....kkkkkkkk. Imagina, isso pra mim é tão comum. Todo mundo tem, não? Não. Nem todo mundo tem. Nem todo mundo sabe que isso existe. E eu só descobri isso ontem. Mas todo mundo deveria saber que isso existe. Porque é tão bom poder falar de dieta sem sofrer o julgamento dos parentes e amigos. É tão bom.....

Então a Jú pediu para adicionar a She RA...é claro que pode adicionar a She RA. Só não se assuste com esse meu alter ego. Gentilmente ela me perguntou se eu ficaria a vontade de escrever sabendo que ela estava adicionada. Ahhh, eu acho uma gentileza. Mas eu fico a vontade sim. Quase ninguém que me conhece pessoalmente sabe da She RA, e tem quem, mesmo sabendo, não está adicionada. Mas vou confessar, isso varia de pessoa pra passoa. Porque a verdadeira pergunta é: E você, Jú, vai ficar a vontade lendo o que eu escrevo?

O que eu quero dizer é: o que não pode acontecer é as pessoas usarem o que eu escrevo contra mim.....ahhhh, aí eu não ficaria a vontade mesmo. Tem gente que acha que quando escrevo e não cito nomes, estou falando dela. Tem gente que acha que porque comentei algo que aconteceu do meu ponto de vista, estou falando mal. Quando escrevo pro She RA, não me preocupo em falar mal de ninguém, e nem dar indiretas....a Fernanda faria isso...kkkkkkkkkk....a She RA não! Quando eu escrevo no She RA, é mais para um relato de experiências que qualquer outra coisa. 

Mas a Jú não é assim. Por isso eu me sinto sim a vontade de ter ela nos meus contatos. E aproveitando isso vou dizer: se alguém que me conhece, conhece a Fernanda, quiser adicionar a She RA, olha, fiquem a vontade. Mas não esqueça da regra: não leve o que eu disser para o pessoal, e não use o que eu disse contra mim.

Parece bobagem mas não é. Nós que vivemos em sociedade somos reprimidas o tempo todo. Do que me adiantaria ter um alter ego se eu o tivesse que reprimí-lo também. Não, a She RA é livre. A She RA, aliás, é tudo o que eu sou. Só que para viver na sociedade eu me fantasio de Fernanda....kkkkkk

Então, bem vinda Jú. E aproveitando para tirar proveito disso......meninas, se alguem tiver alguma dúvida, procure por Juliana Dalpiaz Mengue. Aliás ela tem uma site muito legal com recitas, dicas e tudo mais.

Quem quiser visitar:   http://www.nutricionistajulianamengue.com.br/


Vale muito a pena fazer uma visita!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Dieta da Ciência

Outro dia estaca esperando num consultório médico e li uma reportagem muito interessante. 

Foi na revista Super Interessante de novembro de 2012. Era a reportagem da capa, com o título: A Dieta da Ciência.


Achei tão legal que acho que todo mundo precisa ler. Por isso vou colocar ela aqui:

A dieta da ciência

Comidas gostosas são tão viciantes quanto drogas pesadas, dizem os cientistas. Por outro lado, novas pesquisas mostram que se alimentar bem é mais simples do que parece

(por Marcia Kedouk)
 
Começou com um docinho depois do almoço. Depois, era batata frita a semana toda. Água, nem pensar - só refrigerante. Até que arroz com feijão virou uma combinação insuportável. Para fazer efeito, só se fosse cheeseburguer. Essa é a história de um cérebro viciado e prostituído: ele sabe que salada é mais digna para a saúde, mas gosta mesmo é de gordura e açúcar e se vende ao primeiro que aparecer com isso. Em troca, libera dopamina, a substância inebriante do prazer. Nunca foi tão claro para a ciência que a comida de hoje tem o mesmo poder viciante da cocaína e da heroína. "A sensação agradável provocada pela comida estimula o centro de recompensa do cérebro, em um processo parecido com o do vício e da excitação sexual", diz o neurologista e neurocirurgião Jorge Pagura. "Hoje, o centro de recompensa é alvo de experiências para o controle do apetite." Agora vamos entender isso melhor. E, mais importante, mostrar também como novas descobertas da ciência podem revolucionar sua dieta. Bom apetite!
 
Sexo, dogs e hot roll
Você vive em 2012. Mas seu cérebro empacou em lá por 200 mil a.C. Foi quando surgiram os primeiros humanos anatomicamente iguais a você e eu, em algum lugar perto de onde hoje fica a Etiópia.

A vida era complicada por lá. Não era todo dia que dava para caçar um bisão ou uma gazela. E, nos dias em que não dava, o jeito era apertar o cinto. Por causa disso, o corpo desenvolveu um método interessante de sobrevivência: nos transformou em camelos alimentares. Passou a estocar comida em "corcovas" de gordura, que carregamos principalmente na barriga e nos quadris. Quando aparecia uma gazela, comíamos mais do que precisávamos. O excesso ficava acumulado. E nos tempos de gazelas magras o corpo se alimentava dessa gordura. Era o jeito.

Para fazer com que comêssemos mais do que o necessário a cada caça, o cérebro criou um mecanismo engenhoso: nos recompensar com doses cavalares de prazer cada vez que comíamos algo que fosse fácil de ser absorvido pelo corpo para virar estoque de gordura. No caso, a própria gordura animal da carne de caça. E aí que entra o centro de recompensa do cérebro: comeu carne gordurosa, altamente calórica, ganhou uma dose de dopamina.

E nosso cérebro não mudou de lá para cá - por isso mesmo, os churrascos continuam tão populares. Mas o mundo é outro, claro. "Hoje, nós podemos ter comidas altamente palatáveis e calóricas em qualquer lugar, a qualquer hora. E isso fica evidente na nossa cintura", diz o bioquímico e neurobiólogo Stephan J. Guyenet, pesquisador da Universidade de Washington.

Esse mecanismo de estocagem de gordura recompensada por dopamina não começou no homem. Na verdade, herdamos dos nossos ancestrais. Qualquer mamífero tem o mesmo mecanismo (se não tivesse, não existiriam tantos Garfields na vida real). E esse nosso traço em comum com os nossos primos de outras espécies ajuda a desvendar um pouco mais sobre como funciona a nossa relação com comida.

É o caso de um estudo do Scripps Research Institute, nos EUA. Eles alimentaram um grupo de ratos com ração comum e outro com bacon, salsicha, comida congelada, doces e outras maravilhas da dieta moderna. Depois de 40 dias, os que receberam ração se mantiveram magros, e os outros, como era de se esperar, ficaram obesos. Mas apareceu uma novidade aí: o cérebro dos ratos que só comiam porcarias já não era mais o mesmo ao fim do experimento. Eles desenvolveram resistência à dopamina e, portanto, ao prazer causado pela comida. Então passaram a devorar essas guloseimas que dominam a nossa mesa compulsivamente, para obterem a mesma carga de prazer que conseguiam no início da dieta. Mesmo quando os cientistas começaram a dar choque em qualquer um dos ratos que se aproximava da refeição hipercalórica, eles continuavam caindo de boca, porque nada mais no mundo importava para eles, nem a dor, nem a Minnie - sim: eles pararam também de fazer sexo, só queriam saber de comer. Viviam pela próxima dose de dopamina. É exatamente o que acontece com usuários de crack.

A semelhança dos alimentos-porcaria com as drogas não para por aí. Outros estudos mostram, por exemplo, que a gordura estimula a produção de endocanabinoides, substâncias parecidas com as encontradas na maconha. O chocolate libera outro componente, a feniletilamina, similar ao das anfetaminas. E só de olhar você já pode estar exposto aos efeitos das "drogas alimentares", concluíram os cientistas do Brookhaven National Laboratory, nos EUA. Eles compararam imagens do cérebro de quem tem compulsão por comida e de quem é obeso, mas não tem um vício propriamente dito em alimentos. Quando sentiam o cheiro de seu prato favorito, os compulsivos tinham uma grande descarga de dopamina no cérebro, o que não foi observado no outro grupo. O médico Gene-Jack Wang, que conduziu o trabalho, já tinha identificado em outro estudo que dependentes químicos apresentam resposta cerebral semelhante quando veem imagens de alguém consumindo drogas. Isso sugere que algumas pessoas têm uma reação exagerada no cérebro quando expostas a coisas agradáveis, portanto são levadas ao vício. Estaria aqui a pista que explica por que alguns ficam satisfeitos com uma bola de sorvete e outros precisam do pote inteiro.

Batata frita, pão, macarrão, bolo, bolacha, chocolate, refrigerante. Todos eles fazem parte da facção do pó branco: são feitos de farinha, açúcar e sal, as cocaínas da cozinha. Assim como uma droga pesada, elas passam por um processo de refinamento atroz, em que saem as fibras, os minerais, as proteínas e outros nutrientes e fica só o que interessa para o cérebro: a energia pura de rápida absorção.

E os perigos também são dignos daqueles que as drogas oferecem: dentro do seu corpo, o sal, amplamente usado para realçar o sabor dos produtos, inclusive nos doces e nos refrigerantes, aumenta a pressão arterial, já que o sódio atrai as moléculas de água para si e faz crescer o volume de sangue nas artérias. Pressão alta significa maior risco de ter um derrame ou ataque cardíaco.

Já a farinha e o açúcar vão direto para o sangue. Para dar conta, o pâncreas dispara a produção de insulina, o hormônio que transforma carboidrato em glicose e depois estoca essa energia em forma de gordura nas células. O cérebro agradece liberando dopamina e o resultado é uma sensação de prazer que acaba em minutos (ou segundos). E aí você quer sentir essa emoção de novo - e tome mais carboidrato refinado, que inunda o corpo com insulina, que manda o excesso de gordura para dentro da célula.

Chega uma hora em que os órgãos desenvolvem resistência à insulina e o pâncreas precisa produzir cada vez mais para conseguir o mesmo efeito. Até que uma hora ele pode pedir arrego e zerar a produção de insulina, causando diabetes.

O excesso de açúcar também pode detonar o fígado. Bom, não exatamente de açúcar, mas da coisa mais utilizada como substituta da glicose nos alimentos de supermercado: a frutose. Ela é quase exclusivamente metabolizada no órgão, onde vira uma gordura chamada triglicérides. "Frutose em excesso sobrecarrega o fígado", diz o cientista de alimentos Edson Credídio. E é fácil exagerar na frutose. Essa substância é o açúcar natural das frutas. Mas a principal fonte dela na nossa alimentação não são maçãs e melancias, mas refrigerantes, pães, molhos e outras comidas processadas. Não é por acaso. Na década de 1970, a indústria alimentícia começou a produzir um xarope de milho com alto poder adoçante e baixo custo de produção, que, por isso mesmo, dominou as prateleiras, inclusive a seção "saudável", em que estão cereais e iogurtes. É o HFCS (high-fructose corn syrup), também descrito nas embalagens como xarope de açúcar ou xarope de glicose. Ele leva aproximadamente 55% de frutose e 45% de glicose. E por que essa mistura está em quase tudo? Porque ela deixa tudo mais gostoso. Ou seja: faz o cérebro produzir mais dopamina. E você gastar mais dinheiro para sentir o prazer dessa dopamina mais e mais vezes.

A saída, então, seria apelar para os adoçantes artificiais, certo? Não exatamente. Pesquisadores da Universidade do Texas acompanharam 474 adultos por dez anos e perceberam que aqueles que tomavam refrigerante diet frequentemente tiveram aumento de 70% da circunferência abdominal em comparação com quem não bebeu refrigerante. Entre os que bebiam duas ou mais vezes ao dia, o crescimento da pança foi 500% maior. A hipótese é que doces disfarçados podem enganar seu paladar, mas não o cérebro, que manda o corpo se preparar do mesmo jeito para digeri-los, aumentando a salivação e a produção de insulina. Como a promessa não se cumpre e no lugar de um alimento calórico vem um magrinho, a necessidade energética não é suprida - e nada de dopamina. Esse quadro pode levar à vontade de compensar com algo mais engordativo, como um brigadeiro, na tentativa de chegar à sensação de prazer. E se você não compensar... Com menos energia do que a prometida, o corpo desacelera e economiza gordura. Um beco sem saída, como mostrou uma pesquisa da Universidade de Purdue, nos EUA. Por duas semanas, um grupo de ratos foi alimentado com iogurte açucarado, e outro recebeu iogurte com adoçante. Depois, ambos foram liberados para atacar um pudim de chocolate. Quando voltaram aos iogurtes, eles tiveram comportamentos diferentes: a turma do adoçante se acabou no diet do mesmo jeito como fazia antes. Mas os ratos do açúcar comeram menos na refeição seguinte ao pudim. Conclusão: viraram glutões menos compulsivos que a turma do iogurte diet.

Outro estudo americano, da Universidade de Minnesota, analisou a saúde de 16 mil pessoas por nove anos. Em comparação com quem não bebeu refrigerante, os que tinham o hábito de ingerir uma lata da bebida diet por dia apresentaram 34% mais risco de desenvolver a chamada síndrome metabólica, que é quando você acumula gordura abdominal, fica hipertenso, tem altos índices de colesterol ruim e resistência à insulina. Para dar uma ideia do tamanho da encrenca, saiba que entre as pessoas que comiam fritura regularmente o aumento do risco de síndrome metabólica foi de 25%, já que frituras são altamente calóricas (um grama de gordura tem nove calorias, contra quatro do açúcar). É uma porcentagem alta, mas bem menor se comparada aos 34% da opção, digamos, mais saudável.

O pão integral nosso de cada dia também não é nenhum santo. Muitos, incluindo as linhas light e com grãos, têm a mesma quantidade de calorias dos brancos, são feitos com farinha de trigo comum e uma menor porcentagem de farinha integral. Algumas marcas 100% integrais são mais calóricas até do que pão branco, já que levam açúcar na composição - para ficarem mais saborosas.
 
 
Paradoxos alimentares
Mas não desanime. A ciência também está descobrindo que alguns vilões da alimentação latem mais do que mordem. O colesterol e sua fonte na nossa alimentação, a gordura animal, são um exemplo. Por muito tempo se pensou que ele era responsável por todo tipo de crime contra a humanidade. Os maiores estudos feitos sobre isso foram conduzidos pela Escola de Saúde Pública de Harvard e acompanharam mais de 300 mil pessoas durante 23 anos. Os resultados mostraram que, para a maioria, a gordura que a gente come tem pouca influência (de 10 a 25%) na gordura que efetivamente circula pelo corpo. Essa é fruto de todas as calorias que ingerimos - e que o organismo guarda na forma de gordura como reserva. Outras pessoas, como os diabéticos e obesos, sentem bem mais o efeito do colesterol - aí é preciso manter mesmo o consumo no cabresto.
 
O que está esclarecido é que vítimas de doenças cardiovasculares têm veias e artérias entupidas de gordura e altos níveis de colesterol ruim. Como gordura animal aumenta a quantidade de colesterol ruim, parece óbvio dizer que cortá-la acaba com o problema. Mas os pesquisadores começam a trabalhar com variáveis mais complexas: o excesso de gordura corporal, e não o colesterol isoladamente, é o que multiplicaria as chances de alguém ter uma doença cardiovascular. E todo tipo de comida produz gordura no corpo - os elefantes, que são mais vegetarianos que a Gwyneth Paltrow, não nos deixam mentir.

O chocolate é outro que não pode carregar tanta culpa pelos maus hábitos alimentares. Cientistas da Universidade de Cambridge analisaram a incidência de doenças do coração e derrame em 114 mil pessoas. Quem comia mais de duas barrinhas por semana teve 36% menos risco de ter doenças cardiovasculares e 29% menos chance de sofrer um derrame, se comparado a quem reduzia a menos de duas vezes por semana. Na Universidade da Califórnia, um grupo de pesquisadores foi mais além e observou que chocolate pode até emagrecer. Entre os mil voluntários avaliados, os que consumiam regularmente, ainda que com moderação, eram mais magros do que os outros. Eles acreditam que, apesar das calorias, podem existir componentes nessa iguaria que favoreçam a queima de gordura. Mas as causas ainda não estão esclarecidas, e os estudos continuam.

Medida certa
Vamos ser sinceros aqui. A gente sabe que quase todo mundo prefere comer lasanha em vez de arroz cateto com amoras silvestres, mesmo se levar um choque cada vez que optar pelo prato gordo. Então, se é para comer coisas gostosas e dopaminérgicas, que seja de um jeito mais saudável. E a ciência tem dicas bacanas para isso. Por exemplo: 300 estudantes americanos participaram de um estudo em que foram separados em dois grupos. Os integrantes de um receberam uma rosquinha de pão inteira. Os do outro, a mesma rosquinha cortada em quatro partes. O pessoal da segunda turma se satisfez com menos. Vinte minutos depois, todos eles foram liberados para comer outro prato, desta vez à vontade. Quem tinha recebido a rosquinha em pedaços ficou satisfeito de novo com menos quantidade, um sinal de que o apetite já estava controlado. Os cientistas acreditam que dividir a comida em pequenas porções pode causar uma ilusão de ótica no cérebro: a quantidade parece maior e, por isso, a sensação de saciedade é maior. Além disso, quando os alimentos estão cortados em porções menores, a tendência é comer mais devagar, dando tempo para o cérebro entender que a quantidade de energia que você colocou para dentro já está adequada.

Outras pesquisas mostram que os nutrientes de certos alimentos podem ajudar a queimar gordura, trazer saciedade e melhorar a saúde. É o caso das substâncias termogênicas, que aumentam a temperatura corporal e aceleram o metabolismo basal, levando a um maior gasto de energia. A capsaicina, presente na pimenta, faz parte desse time. As gorduras boas, como a dos peixes, conhecidas como ômega 3, além da das castanhas e do azeite de oliva, também têm superpoderes. Pesquisas indicam que quem come castanhas entre as refeições permanece satisfeito por pelo menos 90 minutos a mais do que quem faz lanchinhos com pouca gordura e bastante carboidrato, como pão integral com queijo cottage. Outra pesquisa, da Unifesp, em São Paulo, mostrou que animais com epilepsia alimentados durante 60 dias com ômega 3 nas doses recomendadas para seres humanos - ingestão de peixes ricos nesse componente, como salmão, atum e sardinha, três vezes por semana - apresentaram alguma melhora no cérebro, com a formação de novos neurônios. Brócolis e espinafre também fazem bem para a cabeça. O ácido alfalipoico encontrado neles aumenta o fluxo sanguíneo nos tecidos e melhora a condução dos impulsos nervosos.
 

Combinações saudáveis
No mundo da alimentação, nem sempre um mais um é igual a dois. Às vezes dá três, quatro. "Os nutrientes interagem entre si, melhorando ou dificultando a absorção pelo organismo", diz o cientista de alimentos Edson Credídio. Quando você come algo rico em carboidrato, como batata frita e pão, fica com fome logo, já que a digestão dos carboidratos é rápida. Mas se você combiná-los com alguma coisa que dê mais trabalho para o corpo, como as proteínas, a digestão fica mais lenta e demora mais para o apetite voltar.

E isso pode ajudar na hora em que a vontade de comer porcarias gostosas bater. Se você misturar batata frita com uma carne magra, como patinho ou maminha, você vai comer menos batata frita. Bom para ambas as partes, pelo menos na medida do possível: você consome a "droga" ao mesmo tempo em que dá uma força para a moderação.

Melhor ainda se você acrescentar fibras ao mix. Elas estão presentes em vegetais como alface, cenoura, espinafre e brócolis. E têm o mesmo efeito diluidor de apetite. O feijão, rico em fibras, faz um par perfeito com o arroz, de fácil digestão. Funciona tão bem que um certo país da América do Sul adotou o arroz com feijão como seu prato nacional - tudo intuitivamente, bem antes de a ciência dos alimentos existir. Não fica nisso. Uma pesquisa da Unicamp comprovou que, juntos, arroz e feijão aumentam a concentração de flúor na saliva, prevenindo cáries.
 

Outro alimento que faz uma boa dupla com o feijão é a rúcula (ou qualquer outro que tenha bastante vitamina C). O ferro do feijão não é assimilado automaticamente pelo organismo. Esse nutriente precisa de um composto que se ligue a ele e o torne mais diluído. E quem assume essa função é o ácido ascórbico - a vitamina C.

Tem o caso do tomate com azeite também. O tomate é rico em licopeno, que tem uma ação importante: retardar o envelhecimento das células. E a gordura do azeite ajuda a reter o licopeno do tomate (cru ou cozido, tanto faz), turbinando a eficiência dele. Molho de tomate também serve, mas os prontos costumam ter a adição de açúcar, sal e amido - mal negócio.

Já os alimentos ricos em proteína animal, como a carne vermelha, tendem a acelerar o envelhecimento das células. Eles liberam uma substância chamada amina heterocíclica, que ao longo dos anos pode danificar o DNA, que fica no núcleo das células. "DNA danificado" é um sinônimo técnico para "envelhecimento" - e para uma propensão maior a doenças como o câncer. É por isso que os bifes não são exatamente do time do bem. Mas, se a carne for fraca, combine a carne com alecrim. Quando aquecido, o alecrim solta ácidos que protegem o DNA, diminuindo os efeitos maléficos da carne.

Pois é. O cérebro humano pode continuar tão tosco quanto o de 200 mil anos atrás, nos recompensando com uma injeção de prazer cada vez que comemos demais. Mas esse mesmo cérebro é o responsável pelos avanços científicos que nos ajudam a lidar melhor com essa compulsão, e a mitigar os efeito nocivos dela. No fim das contas, é uma equação positiva para o nosso corpo.

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