quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

E o Oscar vai para.....

Se a sua vida fosse um filme, sobre o que ele seria? Qual seria a sua sinopse? 


Imagina a sua vida toda, como se você estivesse assistindo de fora.......pra começo de conversa, você gostaria da protagonista? 

Enfim, antes de mais nada, quero dizer uma coisa: caso essa moda pegue, e a minha vida vire um filme, gostaria das seguintes atrizes fazendo o meu papel: Priscila Fantin, Maria Fernanda Candido ou Jennifer Lopez. kkkkkkkkkkkkkkkkk

Não custa nada deixar claro desde já. A Priscila Fantin porque as pessoas veem semelhanças, a Maria Fernanda Candido porque é chiquérrima e linda, e a Jennifer Lopez dispensa comentários....ohhhh mulherzinha linda. 


Com todo o perdão do pensamento, apesar de estar acima do peso quase que a minha vida toda, quero ser retratada por alguém mais nos padrões. Tá, eu sei, eu sei. Desculpa. Mas lá no fundo, essa é a minha vontade.


Dito isso...kkkkkkk.....posso continuar. 

Se a minha vida fosse um filme, ele seria um drama. Talvez com uma pitada de comédia, talvez. Mas estaria mais para o drama. E seria sobre uma mulher que exagera em tudo, se apega às coisas e por isso se esquece de viver. Sim, triste. Muito triste. Ela passa a vida tentando emagrecer, mas ao mesmo tempo não consegue para ser se apegar à comida, às compras. Ela quer estar nos padrões de beleza da sociedade apesar de não concordar com ele. E ela se cerca de coisas, e bugigangas e esquece do que realmente vale a pena na vida.

Sim, seria um filme muito triste. E o mais triste disso é que eu não gostaria que um filme assim representasse a minha vida. Mas me representa. Realmente seria eu a retratada. 

Talvez eu me simpatizasse com a protagonista. Mais por pena. Seria um filme interessante de ser ver, porque tiraríamos lições de como não ser, o que não fazer com a sua vida. Meu Deus, olha o que estou falando da minha vida. "Pena dela", "o que não fazer com a vida". Mas é minha vida. Está sendo assim. E algo a respeito precisa ser feito. Algo precisa mudar neste filme.

Bom, talvez meu filme até ganhasse um Oscar. Talvez. Mas isso nem mesmo é importante.


Mas o que realmente importa é: eu não queria um filme assim representasse a minha vida. 

Mas espera aí. É a minha vida. Eu sou a diretora, eu sou a roteirista, eu sou a protagonista ( e não a Priscila, Maria Fernanda ou a Jennifer). Eu, Fernanda. Eu é que mando nesse filme. Mas que isso, eu vivo este filme.


E se ele não é muito bom, a culpa é minha. Mas a notícia boa é que ele ainda não terminou. E eu quero um final feliz para ele. "E ela finalmente consegue emagrecer....". Sim, isso faria parta do meu final feliz. Mas não só isso. Teria que ter um "e ela se livra de tanta coisa, e aprender o valor das coisas, das coisas simples". "Ela se sente feliz. Feliz com ela mesma. Não por vestir número 38, mas por ela conseguir ser uma pessoa melhor, uma pessoa boa, que faz algo pelos outros, que faz algo pelo mundo....."

Tá na hora de eu começar a reescrever o meu final. Um final melhor. Não que a minha vida vai acabar no final, pode ter um "e ela viveu feliz para sempre....". É clichê, mas é o que todo mundo quer. Eu só quero começar a fazer do meu filme uma história melhor, uma vida melhor...

Pode ser que no final eu não ganhe o meu Oscar, mas eu terei ganhado a minha vida de volta. E este é o maior de todos os prêmios.

10 comentários:

  1. Dia desses estava numa conversa mais acalorada com meu namorado sobre mudanças de padrões, superação de traumas e afins... Ele, que sempre prega a "superação dos limites" e eu ali, sempre comendo pelas beiradas (comendo literal e metaforicamente! kkkkkk), ouvindo lamúrias dele sobre coisas ruins do passado que o fazem ser o que é hoje e blablablabla... Aí eu disse:

    Quer um desafio? Desafio pra vida toda, pra várias encarnações se você acreditar nisso? Então tente mudar 1 padrãozinho na sua vida, apenas umzinho! Porque aumentar pra 300kg o peso do leg press é questão de tempo, força e tudo o mais, mas visivelmente possível. Agora mudar um padrão, superar - de verdade - um trauma, mudar um hábito, isso sim é desafio!

    Eu acredito nisso. Tá feliz com a sua vida do jeito que está? Sinceramente mesmo? Quando a Fernanda tá deitada sozinha à noite o que ela realmente vê? O que ela quer? Quando ela está com os familiares, ou quando está sei lá, na natureza, ela está puramente feliz? O que faz realmente a diferença?

    São perguntas que tenho me feito todo o santo dia e ainda estou com o queixo caído por ver a diferença entre o que eu vivo e tenho e o que realmente me faz feliz. Tipo ontem, que esfolei a mão fazendo 20 minutos de luta com a luva do namorado (grande para as minhas mãos, por isso me esfolava quando eu socava o aparador) e a mão sangrando e eu rindo feliz só por poder socar algo novamente!!!! Naquele momento eu não me lembrei da flacidez, do cabelo, da conta bancária, da roupa de academia... Eu só queria suar e socar e suar e socar! Por que não faço isso então? Não sei!!!!!

    Acho - porque ainda estou tentando entender e vivenciar isso na minha vida - que o essencial, o realmente importante é tão distante do que nos pregam como felicidade que dá até medo de pular esse abismo... só que a gente dá uns pulinhos de vez em quando (quando acorda feliz porque o Sol nasceu lindo, por exemplo) e aí lembramos que o "padrão" é outro... é ter isso, é ser assim e assado...

    Enfim, falei demais e viajei na maionese, mas é o que eu acho. E eu acho que o primeiro passo você já deu - está incomodada. Quando a gente fica incomodada, a gente muda, né?

    Sucesso pra você!
    Beijos!

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    1. Saudade de ti Mi.....adoro seus comentários..... :D

      Não acho que viajou, é exatamente isso. Ao longo do dia estamos felizes e triste tantas vezes, que dificilmente paramos para analisar o todo e ver como realmente estamos. Não estou deprimida, de mal com a vida...nada disso. Mas é isso que vc disse, tô incomodada. Porque ao rever o todo percebo que quando eu estava feliz, eu nem estava tão feliz assim, ou estava pelos motivos errados. Uma felicidade ilusória. E realmente, a sociedade e as mídias nos dizem o tempo todo o que é felicidade. Mas a real felicidade está em outro lugar, é para o outro lado o caminho certo. Mas isso parece tão absurdo, tão diferente do que nos dizem que temos mesmo medo de mudar.

      Hoje vi a foto de uma guria que emagreceu um monte no face. Uma foto até antiga. E tinha uma frase dizendo: em 2011 eu decidi mudar o meu corpo. E lá estava uma foto de uma garota linda e feliz e super magra. Inacreditavelmente magra, do tipo "não acredito que já tenha sido gorda" E eu pensei. Pensei sobre mim, e não sobre a garota da foto. Pensei sobre o meu eu. Eu vivo tentando mudar o meu corpo. E o resto? Como é que vou conseguir mudar o exterior se o interior não muda. E não to falando daquela coisa de alma gorda ou alma magra. Tô falando em se mudar por dentro, se dar um chance de mudar. Quebrar o padrão. Sair da zona de conforto. Pensar diferente, ir para outras direções, fazer outras coisas.....mudar um padrão é muito mais difícil que emagrecer 100 quilos. Mas não se emagrece 100 quilos se não mudar o padrão. Só, que quando vamos emagrecer, pensamos: preciso emagrecer. Não pensamos em mudar o padrão. Estamos focando na coisa errada. Mas todo mundo aí diz: foca na dieta. E hoje eu acordei e pensei: isso tá errado. Não é foca na dieta. Não. Focar na dieta é chato, é difícil, vc almoça e já pensa no que vai comer no lanche. No que vc tem que focar então? Eu sei lá...mas saia e descubra. Não tenha medo do que não está determinado. Do que não está dito. Mas eu começo a achar que é foca na simplicidade. Tudo é simples, a gente é que complica. E todo mundo diz que é complicado mesmo, que começamos a achar que a vida não pode ser assim tão simples. Mas pode. E deve ser. Salada é simples, amigos são simples, se amar é simples. Ou não foque em nada. Quando focamos em algo, todo o resto passa a ser secundário. E eu não quero que nada na minha vida seja secundário. Não foque em nada e absorva tudo. Não sei. Não sei mesmo. Mas o que não podemos é ter medo de descobrir

      bjsbjsbjsbjsbjsbjs

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    2. Seu comentário ao meu comentário me deu vontade louca de fazer uma postagem sobre isso, mas como estou com TPM e meio estressada, não sairia legal... Então vou falar aqui mesmo...

      Imagino mesmo que não esteja triste nem mal. Aliás, comigo pelo menos certos questionamentos mais profundos acontecem justamente quando tudo em volta aparentemente está "calmo", "equilibrado", "bom". É quando a mente pode espiar pela pequena abertura da formatação que o mundo nos impõe.

      Somos formatados. Temos que fazer X, comer Y, viver A (como no seu caso e a pressão familiar para ter filhos logo), comprar B, gostar de C... e por aí vai. Eu ultimamente estou me sentindo com 5 anos de idade, cheia de "porquês".

      Por que não ando descalça mais vezes? Faço isso raramente e acho delicioso! Mas e o medo de ressecar os pés? Ou então... Por que não deito mais vezes no chão duro pra ver TV? É tão fresquinho e gostoso... Ah, mas eu tenho uma cama macia, devo me deitar só nela. E por aí vai.

      Minha psicóloga sempre pega no meu pé porque eu fico esperando mudanças drásticas, radicais, grandiosas... E as boas mudanças mesmo são aquelas que acontecem todos os dias, pequenininhas, mas que vão quebrando o padrão sem eu nem sentir! Olho para minha vida de 6 anos atrás e não sei mais quem é aquela e quem é essa que está aqui, mas também não senti muito a transição. Aliás, até suspeito que eu também achava que aquilo era felicidade e agora não consigo me imaginar feliz naquela vida... Enfim, a vida muda e a gente nem vê.

      Dizem que quem dirige na estrada não consegue apreciar muito a paisagem, pois está focado na estrada apenas. Se isso for verdade, explica bem o que acontece com a gente quando "focamos" em algo... Foca na dieta, e esqueça dos eventos sociais. Foca na carreira, e esqueça dos amigos. Não sou a favor de vivermos por aí como folhas ao vento. Mas dá sim pra fazer tudo de boa, tranquilamente, e ir aproveitando a paisagem da vida durante o passeio, né? Tipo, dá pra fazer uma alimentação saudável enquanto se dedica ao trabalho e, ao sair do trabalho, curtir bons momentos com aqueles que amamos...

      Saia e descubra. Tenho descoberto - com incrível espanto - que só de mudar de trajeto pra trabalhar descubro novas casas que eu não sabia que existiam. Sem fazer as unhas por uns tempos (saindo da regra de que mulher tem que ser vaidosa sempre e todo o santo dia) descubro que elas tem crescido fortíssimas e na velocidade da luz. E aos poucos, descubro que ainda posso me encantar, me chocar e me maravilhar com a vida.

      Não emagreceremos se não mudarmos o padrão. Ou, pior ainda, emagreceremos e nunca estaremos realmente felizes. Eu acredito (apesar de ainda não ter descoberto como farei isso!) que dá sim pra ficar em paz com nossa alma enquanto não chegamos "lá"... Porque talvez esse "lá" nem seja tanto assim onde queremos chegar, e sim onde os "outros" disseram nossas vidas todas para onde devemos ir...

      Tô aqui pensando nisso tudo, amei essa postagem e o seu comentário!

      Beijos!

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    3. Exatamente....aproveitar o caminho. A felicidade não tá na chegada e sim no trajeto. E eu ainda estou aprendendo a lidar com essa felicidade sem acomodação. Porque temos a equivoca ideia de que felicidade é acomodação. Um "Ufa", cheguei na felicidade e posso descansar. E não é bem assim. A felicidade é justamente buscar todos os dias o que te faz feliz. Dá pra ser feliz comendo salada, aliás dá pra sair com os amigos e comer salada e ser feliz. Mas acho que temos - pelo menos eu tenho - essa ideia de que a felicidade é o auge e que podemos ficar ali, inerte, só aproveitando a felicidade. Mas não. Felicidade muda. Muda de direção, de conceito, de motivo.....e pra ser feliz até é necessário às vezes ficar triste. E se a gente foco só na felicidade, só no emagrecimento, só na carreira....perdemos toda essa beleza do passeio.

      A pessoa que da tudo - por exemplo - na carreira, achando que vai chegar um momento em que estará feliz no trabalho e poderá desfrutar de todo o resto que até então deixou pra trás. Espere sentada. Não vai nunca. Como vc disse, dá pra trabalhar o dia todo e sair, se divertir com os amigos, estar com quem se gosta. E um dia se percebe que por mais que não esteja onde quer, por mais que ainda busque algo - e buscar algo é ótimo - ainda assim, é muito feliz. E no emagrecimento, é a mesma coisa. Só não conseguirmos perceber muito isso quando somos nós a protagonista da história.

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  2. Amei, tanto a postagem quanto o comentário. Tem dias que acordo e fico pensando estas coisas,em felicidade, no que quero para minha vida, como e quando. Estou mais atenta a detalhes como ficar admirando as estrelas, nuvens, o nascer do sol etc. De fato podemos mudar nosso destino! Se uma atriz me representa-se seria a Sandra Bullock, ela consegue ser tanto dramática quanto engraçada, bem minha pessoa, é claro que o físico e aparência são totalmente diferentes. Beijokas

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    1. Nada, eu conheci o meu marido por conta da Sandra Bullock. Se o meu marido pudesse escolher uma atriz para me representar, seria a Sandra. E o ator para representar ele? Bom, com a Sandra Bullock fazendo o meu papel, ele mesmo faria o dele.....kkkkkkkkkk

      Nunca disse isso aqui, mas um amigo era fã da Sandra, e fez um site para ela. Isso a mil anos atrás. E me pediu para entrar no site e ver como ficou. Eu deixei um comentário para ele - meu amigo - dizendo assim: da próxima vez faça um site sobre mim. Muito mais produtivo.

      E no site aparecia meu comentário e o meu e-mail. Então, meu marido entrou no site, viu meu comentário e resolveu me escrever dizendo: olha, me manda seus dados e foto que faço um site pra você. Ele gaúcho e eu capixaba. Eu sei que namoramos 5 anos a distância, viajávamos unas 2 ou 3 vezes no ano para nos ver, nos casamos e já faz quase 7 anos de casados e mais de 12 anos que nos conhecemos.

      Então a Sandra realmente teria que estar na minha lista de escolhas......mas ela ficaria em quarto lugar....kkkkkkkkkkk

      bjsbjsbjs

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    2. Olha que legal flor, muito interessante a história rs. Realmente gosto dela como o ser humano que é e como atriz. Tenho parentes capixabas :) . Eu empresto ela para estrelar seu filme caso a escolha rs. Beijos

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    3. Ahhhh obrigada....mas acho que ficarei com as 3 da postagem mesmo. Acho que elas representam melhor que eu sou, apesar da Sandra fazer parte da minha história......

      E quem sabe um dia estaremos no ES ao mesmo tempo. Me avisa quando for. Quem sabe estou por lá.

      bjsjbs

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  3. Oi que legal.
    Adorei o texto em si.
    Você fala de mim, mas escreve muito bem tambem.
    Eu acho que minha vida seria um roteiro de manuel carlos.
    Coisas muito incriveis acontecem assim do nada sabe ?
    Pro bem e pro mal.
    mas ...
    Podemos disputar o oscar.
    E a atris que eu queria que me representasse é a julia roberts ou sandra bullock.
    agora se fosse pra esnobar hahaha
    Podia ser a Olivia Wilde hahaaha ( meu namorado detesta ela ... mas se eu pudesse escoher um corpo e uma cara era dela msm kkk)

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    1. Ótimas escolhas as suas. Adoro a Sandra - como já disse num comentário anterior -, adoro a Julia Roberts. A Olivia Wilde eu não conhecia, mas claro que fui procurar na internet :D

      Realmente linda.........E você sabe, né? Escolher bem a atriz é o primeiro passo para se ganhar o Oscar......kkkkkkkkkkkk

      bjsbjs

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