quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Manteiga ou Margarina?

Depois de muito ler sobre o assunto, resolvi fazer um post (imenso) sobre qual seria a melhor escolha: manteiga ou margarina? 

Trago aqui muitas citações literais aos sites que visitei. Mesmo porque acho que ninguém tá muito interessado na minha opinião. O importante mesmo é o que dizem quem realmente entende do assunto.....então vamos lá:


Por muito tempo, a manteiga foi considerada vilã por conta da gordura saturada. Hoje, sabe-se que essa gordura, em pequena quantidade, não é tão maléfica como se pinta. “Essa gordura está presente no leite, queijo amarelo, carne vermelha. Com moderação, em pessoas saudáveis, ela não vai trazer problemas à saúde. Não é criminoso passar um pouco de manteiga no pão, desde que a pessoa não esteja com o colesterol alto”, explica o nutrólogo Roberto Navarro.

A moderação a que o médico se refere são duas pontas de faca – aquela “raspadinha” que se dá na manteiga – por dia, ou uma colher de sobremesa diária. Assim, quem está com a saúde em dia vai se beneficiar das vitaminas que a manteiga proporciona.

Por outro lado, a margarina é criticada porque em seu processo de fabricação há a hidrogenação do óleo, o que gera a famigerada gordura trans. “O óleo vegetal não tem como virar pasta, então a indústria descobriu que, quando joga hidrogênio no óleo, ele fica com aquela textura. Essa gordura é muito maléfica à saúde, muito mais que a gordura saturada, faz um estrago muito maior nos vasos sanguíneos, eleva risco de infarto e AVC por entupir os vasos”, explica Navarro.

Mas há uma ressalva: teoricamente, de um tempo para cá, a indústria não está mais usando a gordura trans hidrogenada. “Ela foi retirada, mas não sabemos ainda como. Então, a margarina está livre de gordura trans, mas ficamos sem saber se o processo é confiável ou não”, explica.

Inclusive, acrescenta Navarro, a margarina agora pode diminuir o colesterol. Há marcas que acrescentam fitoesterol - encontrado em alguns vegetais -, que ajudam a controlar o colesterol. A recomendação máxima de ingestão de margarina também é a mesma da manteiga: uma colher de sobremesa por dia.

Outra questão que coloca tanto manteiga como margarina na parede é a oxidação. Gorduras que oxidam, nos “enferrujam” por dentro. “Todo processo de oxidação tem potencial de entupir mais os vasos sanguíneos”, explica Navarro. Nesse quesito, a manteiga sai ganhando, por ter potencial mais baixo de oxidação. A margarina é por si só oxidada.

A questão das gorduras

Nada parece ser tão polêmico há tanto tempo como as gorduras. Atualmente, ainda bem, já sabemos que existem duas categorias delas: as que ajudam nosso corpo a funcionar melhor e, por isso, são INDISPENSÁVEIS, e aquelas que realmente não fazem bem.

Uma dúvida que ainda existe é se a margarina é realmente melhor que manteiga por ser de origem vegetal. A ciência tem dessas coisas, mas (ainda bem!) evolui por meio de pesquisas. O que era ótimo ontem, pode não ser amanhã. Veja os casos do ovo, do abacate e do próprio coco: antigamente condenados, hoje queridíssimos da nossa saúde.

"Lendo uma revista que herdei da minha avó, de outubro de 1956, vejo a foto abaixo, com o texto que narra a visita de nutricionistas à fábrica de margarina e como elas ficaram impressionadas com o valor nutricional do produto. Provavelmente, se eu vivesse naquela época é possível que eu tivesse pensado o mesmo, diante das pesquisas", disse a nutricionista Carol Moraes.

Com o tempo, a manteiga foi sendo deixada de lado, cedendo seu espaço na mesa do café da manhã para a margarina que, por sua vez, ganhou o rótulo de alimento saudável, deixando para a primeira o estigma de vilã. Mas seria mesmo ela assim tão melhor? 

Qual a diferença entre manteiga e margarina?

E é por aí que gostaria de começar, falando dessa diferença fundamental entre as duas. Em resumo, a manteiga é de origem animal e feita da nata de leite batida. Ponto final. E a margarina? Bem, a margarina. Ela vai precisar de um parágrafo inteirinho para a explicação de como é produzida.

De origem vegetal, a margarina é resultado de um processo chamado hidrogenação. Nele, as moléculas de hidrogênio são incorporadas às de gordura de maneira artificial, em altas temperaturas. É o calor que transforma a gordura insaturada em parcialmente saturada. Também durante a hidrogenação, as moléculas de gordura viram gordura trans e saturadas. Entendeu a diferença?
 
Manteiga ou margarina? Manteiga!

Em especial por causa das calorias e das gorduras saturadas, a coitada da manteiga ficou ali esquecida, no canto, pois supostamente engordaria e provocaria doenças cardíacas. Mas hoje ela começa a reconquistar seu espaço.  Sabe-se, por exemplo, que o consumo de gordura trans - da margarina - é nocivo, tanto que hoje é obrigatório (mas tem como burlar) ser identificado no rótulo. E ele está na maioria das margarinas. Para se ter ideia, a tal gordura é quase igual ao plástico.

Já sobre a manteiga, descobriu-se que além do sabor e de ser um alimento (e não um produto alimentício, existe sim uma diferenças entre essas duas coisas), ela contém muito mais que se imaginava. Mas como tudo na vida, vale o equilíbrio na hora de consumir, principalmente para quem segue algum tipo de dieta restritiva. O importante, acima de tudo, é pensar na origem do que se come. O seu projeto é verão pra vida toda, não é? Portanto, COMA COMIDA.


Agora.....vem as informações achadas no site Fechando o Zíper. Adoro este site. Me ajuda muito. Todo produto que tenho dúvida, olho lá. E no caso da manteiga e da margarina não foi diferente. Fui procurar, e lá estava a matéria deles:


É óbvio que Margarina é mais saudável do que Manteiga! Ou não? 

Vamos ver se esse filme já não passou pela sua casa também… 

Consumia-se MANTEIGA, porque seus pais utilizavam quando pequenos assim como seus avós e todo o restante dos seus antecedentes… Todos apreciavam o gosto daquela manteiga derretida no pão quentinho pela manhã. 

Um belo dia, descobriu-se que a gordura saturada presente na manteiga fazia mal ao coração, então a indústria alimentícia inventou a MARGARINA! Aí os pais sabidos bem que diziam desconfiar da tal manteiga dos dias atuais, que devia fazer mal mesmo, até porque “nem rançosa ficava”! E passaram a adotar a margarina, afinal era super cremosa e até mais fácil de passar no pão de todos os dias. 

Até que chegou o FDA (órgão norte-americano que controla alimentos e medicamentos) determinando que a quantidade de gordura trans contida nos alimentos, inclusive na nossa margarina, fosse expressa na embalagem por também aumentar o risco de doenças no coração.

 E agora?!


Agora a indústria descobriu a gordura INTERESTERIFICADA que nada mais é que misturar gordura saturada com óleos vegetais para dar ao óleo uma consistência mais sólida a tempertura ambiente e que se derreta ao cozinhar.

Estudos são inconclusivos sobre os possíveis riscos/benefícios do consumo da gordura interesterificada. Alguns afirmam que pode reduzir a secreção de insulina, hormônio responsável pelo controle do “açúcar no sangue” (glicose sanguínea).

Até o momento, nada de alarde quanto a essa gordura ou obrigatoriedade de aparecer no rótulo, mas essa historinha tem se repetido, não é mesmo? Então, fiquem ligados! Na lista de ingredientes a gordura interesterificada pode se fantasiar de “óleo de soja interesterificado” e “rico em estearato“. E a gordura trans também pode aparecer disfarçada de “óleo vegetal hidrogenado” ou “óleo vegetal parcialmente hidrogenada“. 

Já que estamos falando da margarina e da manteiga, vamos às comparações das informações nutricionais: (clique em cima da figura para ampliar) 



Valor energético: da para considerar que as duas tem as mesmas calorias. Em uma colher de sopa, essa quantidade de calorias é bem alta. 

Gorduras: percebam que a gordura total é praticamente a mesma nos dois produtos, o que diferencia é a qualidade da gordura. Como sabemos, quanto mais gorduras insaturadas (que são as mono e poliinsaturadas) e menos gordura saturada em um produto, melhor. Mas, lembre-se que a margarina apresenta a tal gordura interesterificada enquanto a manteiga não. 

Colesterol: as empresas não são obrigadas a citar o colesterol a não ser que elas especifiquem 1 tipo de gordura além da saturada, a qual é obrigatória. A Qualy® quis ressaltar as gorduras boas da margarina, por isso informou no rótulo todos os tipos de gordura. Infelizmente a Aviação® não apresentou a quantidade de colesterol que a manteiga possui. Como ela é de origem animal, ela possui colesterol! 

Sódio: pegamos os dois produtos na versão com sal para mostrar que em 1 colher de sopa do produto, ingerimos de 3 a 4% da quantidade máxima de sal diária. Por isso, sempre opte pela versão SEM SAL. 

Vitamina A: informar a quantidade de vitamina é opcional no rótulo. É uma pena que a Aviação® não tenha citado a quantidade de vit A, pois a manteiga possui essa vitamina e o que normalmente ocorre é de adicionarem a vit A às margarinas para se equipararem à manteiga. 

Vamos dar uma espiadinha nos ingredientes também: 

Margarina: óleos vegetais líquidos interesterificados, água, leite em pó desnatado reconstituído, soro de leite em pó desnatado reconstituído, sal, vitamina A adicionada, estabilizantes, conservadores, antioxidantes, aroma idêntico ao natural de manteiga, corantes. Se leram até aqui, parabéns! Isso que poupei vocês dos nomes de todos os “…antes” da lista de ingredientes 

Manteiga: creme de leite, cloreto de sódio e corante natural de urucum INS 160b. 

Mas, então, hoje em dia ainda temos um outro personagem. Só para dificultar ainda mais a nossa escolha, que é o Creme Vegetal. E eu também fiz uma pesquisa sobre ele:

Creme Vegetal: amigo ou inimigo do seu coração?
 
O assunto manteiga x margarina deu margens para questionamentos sobre o CREME VEGETAL. Será que o creme vegetal é bem mais saudável do que a margarina? Por que não é bom cozinhar com o creme vegetal? Você também possui essas dúvidas? Vamos conferir juntos o Creme Vegetal Becel®?

Afinal, o que é Creme Vegetal? Segundo a legislação: "É o alimento em forma de emulsão plástica, cremoso ou líquido, do tipo água e óleo, produzido a partir de óleos e/ou gorduras vegetais comestíveis, água e outros ingredientes, contendo no máximo 95%(m/m) e no mínimo 10%(m/m) de lipídios totais”.

Boniiiita definição, não é mesmo? Mas, e na prática…. O que isso significa?

Significa que o creme vegetal obrigatoriamente deve possuir água e óleos vegetais ou gorduras vegetais como ingredientes. Já a margarina, além desses ingredientes deve possuir leite ou derivados.

Assim, a grande diferença entre margarina e creme vegetal é que este último apresenta menos calorias por, normalmente, não conter leite e seus contribuintes (apesar de que pode conter tais ingredientes de maneira opcional).

O detalhe é que em ambos poderá ocorrer modificação desses óleos ou gorduras, no todo ou em parte, por hidrogenação e/ou interesterificação.

Vamos explorar um pouquinho mais a Becel® agora. O seu rótulo destaca:



0% gordura trans

Está correto, ao invés disso utiliza óleos vegetais interesterificados, como vimos na margarina Qualy®. A gordura trans comprovadamente causa problemas cardiovasculares, mas ainda não se tem nada comprovado em relação ao uso da interesterificação.

Com ômegas 3 e 6

Sim, esse ácidos graxos são bons para o coração e são provindos dos óleos vegetais encontrados na sua composição.

Um pouco mais escondido, abaixo da tabela nutricional, estão os dizeres:

Não recomendado para frituras

Por que será?! Perguntamos ao fabricante e recebemos a seguinte resposta via email: “Informamos primeiramente que a Becel não é recomendada para frituras, devido à baixa quantidade de gordura em sua formulação. Quando utilizado em substituição às margarinas com maior teor de gordura, sem um balanço prévio da receita, o resultado pode não ser satisfatório“.

Não congelar

Nunca fizemos essa experiência, mas vamos à resposta do por quê não pode… Para tanto também obtivemos a resposta por contato com fabricante: “Quanto ao congelamento da Becel, ele não é recomendado, pois pode ocorrer alteração na estrutura da emulsão e o produto pode perder parte da sua consistência“. Ta aí, não vai querer que isso ocorra em casa!

Comparando-se o creme vegetal com a margarina encontramos:


Valor energético: aqui vamos dar uma de advogadas do diabo apontando que a diferença entre as calorias das duas se dá basicamente pela quantidade de gorduras totais. A primeira vista, vamos achar que a Becel® é melhor porque contém menos gorduras totais. Maaaaas, se formos olhar para o tipo de gordura discriminada abaixo, veremos que a Becel® possui 1,1g a menos de gordura saturada do que a Qualy® (o que é bom!), porém também possui 3,1g a menos de gorduras insaturadas (o que é péssimo!). Assim, retirando-se essas calorias referente às gorduras insaturadas que a Qualy® tem a mais, as calorias da porção de ambas praticamente se equivaleriam.

Ômega 3 e 6: infelizmente só temos os dados da Becel®. Provavelmente a Qualy® também teria esses ácidos graxos, porém arriscamos a dizer que em menor quantidade do que a Becel® por ter óleos vegetais além de leite e soro de leite em sua composição.

Sódio: a Qualy® tem um pouco menos, mas ambos tem bastante pensando na porção… Ainda mais se vamos fazer aquele sanduba com pão francês, presunto e queijo. Por isso, prefira sempre as versões SEM SAL.


Becel ingredientes: 


Quanto aos ingredientes, abriremos os olhos para 2, além do que já alertamos em relação à interesterificação dos óleos vegetais:


1.Antioxidante TBHQ: tertiary butylhydroquinone (TBHQ) é usado para evitar que os óleos fiquem rançosos. É um derivado do petróleo. Nos Estados Unidos, houve uma pressão da indústria para aprovar esse antioxidante o qual foi aprovado porém não pode exceder 0,02% do óleo contido no alimento. Altas doses podem provocar náusea, delírio e som de sino nos ouvidos. Ai ai ai…

2.Antioxidante BHT: butylated hydroxytoluene (BHT) também é usado para retardar a rancidez em óleos e produtos contendo óleos e gorduras. Estudos tem mostrado que podem ser carcinogênicos em experimentos com animais.

Classificação do Fechando o Zíper: Fique Esperto!

Preferimos os produtos os mais naturais possíveis. Uma sugestão para evitar o uso de creme vegetal e margarina é seguir o hábito dos Gregos e usar o azeite de oliva para deixar o pão “molhadinho”. Claro que, por se tratar de um óleo, deve-se ter o cuidado para não exagerar, pois qualquer descuido com a porção se paga caro com a quantidade de calorias extras.
Fonte: Fechando o Zíper, Saúde, Fale com a nutricionista, Fechando o zíper (sim, de novo)

Bom, este texto enorme foi apenas para fundamentar a minha opinião. Eu não sei a de vocês, mas agora vou dar a minha: já faz um tempo que eu ando consumindo a manteiga

Simplesmente por ser um produto mais natural. Esta é a base da minha dieta: comer o que é mais natural, mesmo que seja mais calórico. E se for mais calórico, maneirar nas porções. 

E vou dizer uma coisa....ando procurando uma manteiga de verdade por aí e estou com uma dificuldade danada de achar. Falo da manteiga que meus avós usavam (e que deve ser ainda mais calórica que as de hoje em dia, tudo bem, mas acredito que é mais natural e saudável ainda). As que se compram hoje - pela cor- está mais pra margarina que pra manteiga. Mas a minha busca continua, e a hora que eu achar....compartilho com vocês.

E grande questão é: eu acredito que daqui uns anos a idade média das pessoas vai começa a cair. Principalmente por conta da alimentação. Nem sabemos o que estamos ingerindo hoje em dia, com produtos industrializados cheios de corantes e aromatizantes. E eu decidir ir no caminho contrário: buscar uma alimentação mais natural. E acho que o corpo agradece. 

Enfim...por essas e outras, eu prefiro a manteiga. E você, o que prefere?

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