sábado, 29 de março de 2014

Chá de bebê no find

Esta semana voltei com foco total. Fiz tudo certo na dieta, malhei bastante (e preciso deixar claro aqui: quando eu digo que malhei bastante, quero dizer bastante mesmo). E vou dizer uma coisa: não é fácil. 

Não tô reclamando. Mas não é fácil tirar aquela última gota de energia para malhar, quando na verdade tudo que você quer é TV e pipoca. Não é fácil comer salada de alface enquanto o cheiro de frango assado para o marido invade toda casa. Não que eu não posso comer o frango assado. Mas era coxinha da asa com pele, e iria ficar pronta bem mais tarde que o meu horário de janta. Nada disso é fácil. Mas também não é difícil. Tudo que eu preciso é de uma vontade extra. No final do dia, a felicidade do dever cumprido, não tem preço. 

E chegar no fim de semana entrar em um vestidinho maravilhoso e ouvir de todo mundo que você tá linda......isso, não tem preço mesmo. Não há chocolate no mundo que supere. Nem o belga. Não há pizza ou fondue que supere essa felicidade de saber que as pessoas conseguem ver o seu esforço. Esforço este que você fez trancada em casa, mas que o mundo não só reconhece, mas gosta. Não há doce no planeta, não há batata frita que supere isso. 

Bem, a festa em questão foi o chá de bebê de uma vizinha que eu amo. É a melhor vizinha do mundo. E lá tava ela, linda e barriguda esperando o segundo herdeiro. 


Ela tava linda. É um momento lindo na vida da mulher. 

Não comi muito (eu acho......). Cheguei lá às 16hs e fui embora às 18:30. Comi 2 cup cake sem muita cobertura e um quadradinho pequeno de bolo. É...falando isso assim, agora, não foi pouco. Mas foi só o que comi. Nada de docinho, nada de bala (e tinha muitaaaaaa jujuba). Não trouxe nada pra casa. E foi só. Não sei como foi o meu estrago na balança porque não estou me pesando esta semana. Então não tenho nem como saber - e isso é tão estranho pra mim....mas tudo bem. Eu não sei com quanto tava antes, não sei com quanto estarei depois....mas sei que tava me achando no meu vestidinho. E acho que este é o melhor método de medir a conquista de uma dieta. 

E por falar no meu vestidinho...eis o vestido:


Amei meu vestidinho fresquinho para o calor insuportável que estava em Porto Alegre hoje.

Mas enfim....a vida continua. O chá de bebê tava ótimo e eu estava me sentindo como toda mulher deveria se sentir (todos os dias): linda. Mas não dá pra se deslumbrar. Esta semana a batalha continua. No próximo find tem aniversário de um ano da filha do amigo de trabalho do meu marido. Eu já falei sobre isso....e em resumo, só tenho uma coisa a dizer: quero estar ainda melhor que hoje.

Então nesta semana a batalha continua. Dieta total (e quando falo de dieta - quero deixar claro - é na verdade uma Reeducação Alimentar) e mais horas de exercícios. E quando a festinha da semana que vem passar vou respirar aliviada....apenas por tirar de meus ombros uma pressão a mais. Mas não dá pra dizer "ufa" e relaxar....não mesmo. A vida continuar e quero estar no meu peso ideal logo e que ele dure....então é seguir neste ritmo. Se quero um corpo lindo, vou batalhar por ele. Então é descansar amanhã, que na segunda volto pro meu ritmo que de normal não tem nada.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Vantagens do emagrecimento

Emagrecer tem inúmeras vantagens.....


Vou enumerar algumas delas:

- Ver o número da balança baixar
- Se sentir mais bonita
- Entrar em roupas de padronagens pequenas
- Ficar mais saudável e reduzir riscos de doenças
- Ter mais disposição e fôlego
- Se sentir mais confiante

Dá pra enumerar mais um monte, mas enfim....o que quero dizer é: existe tantos motivos para se querer emagrecer e muitas vezes nos fixamos em um só. Ficamos tão concentradas em ver o número da balança baixar, que nos esquecemos do resto. E o que realmente é ruim de se fixa em um só motivo, é que quando ele não acontece da maneira como gostaríamos, ficamos deprimidas e jogamos tudo pro alto. Porque apesar de emagrecermos, nem sempre o número da balança vai baixar, nem sempre nos sentiremos bonita, nem sempre entraremos na padronagem de uma determinada loja, nem sempre estaremos saudáveis....e por aí vai. 

Vou dar um exemplo: vamos supor que Maria só queria emagrecer para ficar mais saudável. E foca nisso: saudável, saudável, saudável. Ela começa a emagrecer, mas numa determinada semana ela fica gripada. Ela não se sente saudável. E por isso joga tudo pro alto e come desesperadamente. 

Vou dar outro exemplo: Joana quer emagrecer para entrar numa calça jeans 38. Ela quer tanto que consegue. 38, 38, 38. Mas um dia ela vai numa loja que a fôrma é menor. E a 38 não dá nela. Ela não quer nem pensar em pedir uma 40. Nem pensar mesmo. "40 é numeração de gorda" pensa ela. Ela sai da loja, e passa na padaria e compra 4 fatias de bolo. Irá comer todas elas assistindo TV e chorando por sua pouca sorte. 

Vou dar outro exemplo ainda: Rita quer emagrecer para se sentir mais confiante e bonita. E ela começou o processo e começa a ver os resultados. Ela se sente confiante e linda, apesar de não ter chegado na sua meta final. Um belo dia, ela passeando toda rebolante pela rua, resolve entrar em uma loja para ver se já cabe nas roupas de numeração menor. Mas a vendedora da loja olha pra ela e diz: "aqui não tem roupa com numeração pra você". Rita se sente humilhada, fracassada. Ela vai pra casa e assalta a geladeira. 

Olhando de fora, a gente pensa: Maria, Joana e Rita.....é besteira jogar todo resultado fora por pura besteira. 

Mas então vamos ver um outro exemplo, um pouco mais familiar: Fernanda quer emagrecer e ver os números da balança descendo. Ela faz tudo certo, come certo, malha....mas os números da balança não estão descendo na velocidade que a Fernanda quer. Então ela se sente fracassada, e resolve descontar todo seu sentimento de fracasso na geladeira. 

Bom, a história de Fernanda (a minha história) é bem mais comum...tanto que a gente chega a entender. Porque realmente, se a pessoa come direito a semana toda, não come um docinho sequer, passa horas malhando, e no final da semana emagrece 300 gramas......ahhhh, é de se entender porque a Fernanda quer curar a sua frustração com comida. 

Mas a verdade é que a história da Fernanda não é diferente da história da Maria, da Joana ou da Rita. Muda o objeto do foco....mas a história em si, é a mesma. 

O que quero dizer é: existem tantos benefícios em se emagrecer e em se estar no seu peso considerado ideal (considerado ideal pelos médicos e não pela revista da moda), por que nos focamos em um só?

Claro que não dá pra fazer uma lista de 54 motivos e repassar eles na mente toda hora...olha a pressão. Também não adianta nada. Mas focar em um motivo só, se corre o risco de fracassar por se sentir fracassada antes da hora. 

Precisamos (eu preciso) pensar nisso. Pensar mais amplo. A balança não se mexeu muito? Tudo bem, este não é meu único objetivo. Quero estar mais saudável, e estou. Quero ter mais disposição, e ela realmente melhorou. A balança não se mexeu esta semana, mas eu já estou usando uma numeração menor. Quando paramos para pensar nisso tudo, o fato de em alguma semana a balança ter empacado se torna irrelevante. Porque o motivo se torna muito maior.

Precisamos (eu preciso) parar de achar que a balança é a causa e a consequência de querer emagrecer, e pensar mais em si. Em se sentir bem. Afinal, de que vale emagrecer, ver o número da balança reduzindo, mas não ter as outras vantagens.....o emagrecimento que não traz saúde, não traz nada!

Então da próxima vez que a balança empacar, lembre-se: você está nessa onda de vida saudável por um motivo muito maior. O número da balança chega a ser quase que uma consequência, um reflexo. Siga em frente, sem nem mesmo olhar pra trás.

terça-feira, 25 de março de 2014

Jamie Oliver X Mc Donald's

Tempos atrás eu já falei de uma reportagem sobre o Mc Donald's, de uma experiência fotográfica que fizerem para ver a decomposição do Mc. Mas a surpresa foi que depois de 2 anos ele continuava o mesmo, tamanha a química contida nele.

E agora venho falar de uma outra notícia que vi na internet (e que até certo ponto explica a "durabilidade" do sanduíche). 


Jamie Oliver, chef ativista radical que assumiu uma guerra contra a indústria de alimentos, venceu uma batalha contra a mais poderosa cadeia de Junk Food do mundo: o Mc Donand's. Uma vez que Oliver demonstrou como são produzidos os hambúrgueres, McDonald’s anunciou que mudará a receita. Ponto para o Chef.

De acordo com Oliver, as partes gordurosas da carne são “lavadas” com hidróxido de amônia e, em seguida, são utilizadas na fabricação do “bolo” de carne que preenche o hambúrguer. Antes deste processo, de acordo com o apresentador, essa carne já não era apropriada para o consumo humano. Ele diz: "estamos falando de carne que tinha sido vendida como alimento para cães e após este processo é servida para os seres humanos. Afora a qualidade da carne, o hidróxido amônia é prejudicial à saúde."

O chef mostrou em seu programa transmitido pela ABC que a rede McDonald’s usava hidróxido de amônia para transformar a gordura animal em recheio para os produtos. A substância, em geral utilizada como conservante natural, era aplicada para derreter gordura de peças de carne que depois eram lavadas e moídas no processo de produção de hambúrgueres.

Que pessoa, no seu perfeito juízo, colocaria um pedaço de carne embebido em hidróxido amônia na boca de uma criança? Mas é o que acontece por aí....

Nos EUA, outras empresas como a Burger King e Taco Bell já abandonaram o uso de amônia em seus produtos. A indústria alimentar utiliza hidróxido de amônia como um agente anti-microbiano, o que permitiu ao McDonald’s usar nos seus hambúrgueres, carne que já era imprópria para o consumo humano. O mais irritante é que essas substâncias à base de hidróxido de amônia sejam consideradas “componentes legítimos em procedimentos de produção” na indústria de alimentos, com a bênção das autoridades de saúde em todo o mundo. Portanto, o consumidor nunca poderá se informar quais produtos químicos são colocados em sua comida.

A denúncia feita em 2012 pelo chef e apresentador britânico Jamie Oliver sobre o uso de amônia em produtos do McDonald’s finalmente surtiu  efeito e a rede de fast food anunciou mudança na receita do hambúrguer para extinguir o uso da substância.

Em outra de suas iniciativas Oliver demonstrou como são feitos os nuggets de frango: Depois de serem selecionadas as “melhores partes”, o resto- gordura, pele, cartilagem, víceras, ossos, cabeça, pernas -  é submetido a uma batida -  separação mecânica -  é o eufemismo usado por engenheiros de alimentos, e, em seguida, essa pasta cor de rosa por causa do sangue é desodorada, descolorida, reodorizada e repintada, encapeadas de marshmallow farináceo e frito em óleo geralmente parcialmente hidrogenado, ou seja, tóxico.

Fonte: IEST e Terra

Precisamos mesmo cuidar o que comemos e o que oferecemos para nossa família comer. Hoje em dia as pessoas estão morrendo envenenadas sem saber. E a informação é o primeiro passo para se livrar de tantos industrializados e ter uma vida efetivamente mais saudável.

Cortando calorias de sua dieta diária

Outro  dia vi uma reportagem num site sobre 10 formas simples de cortar calorias da sua dieta. A verdade é que algumas ações bem simples pode ajudar muito na hora de emagrecer. Gostei tanto da reportagem que vou resumi-la aqui. 


Com reflexão e esforço extra, você vai se surpreender com a quantidade de calorias que você pode cortar em um dia. Aqui estão dez maneiras de fazer isso facilmente.

1. Conte suas calorias: É importante comer uma quantidade saudável de calorias por dia. No entanto, quando você come demais, sofre as consequências. Há uma variedade de aplicativos ou sites disponíveis que podem ajudá-lo a contar calorias. Com esses contadores de calorias gratuitos, você pode procurar por comida que você comeu ou inserir manualmente para saber a quantidade de caloria ingerida. Você não tem que ser exato quando contar as calorias. Ao colocar uma aproximação, você pode ver quão perto você está de comer a quantidade recomendada dos alimentos de cada dia e onde melhorias podem ser feitas.

2. Evite as bebidas açucarada: As calorias dessas bebidas são conhecidas como calorias vazias, devido ao baixo valor nutritivo. Você pode diminuir até 150 calorias, escolhendo água em vez de uma lata de refrigerante. Além disso, algumas bebidas contêm várias porções da caloria indicada no rótulo. Geralmente o índice apontado no rótulo é para apenas 100 ml e a embalagem pode conter 300 ml. Se você beber toda a lata pode beber 300 ou mais calorias sem perceber.

3. Deixe comida no prato: Você não tem que comer tudo que está no seu prato. Ao deixar apenas algumas garfadas já corta várias calorias de sua ingestão diária. Porém, certifique-se de que o alimento que você está deixando não são justamente os legumes ou frutas.

4. Desligue a TV: Quando for comer, não o faça diante da TV ou computador. Quando você come em frente a uma tela, sua mente se concentra no que você está vendo e não no que você está comendo. Você tende a comer um excesso que pode adicionar centenas de calorias à sua ingestão diária se não for cuidadoso.

5. Esqueça os complementos: Você pode eliminar uma quantidade substancial de calorias, caso se "esqueça" de adicionar molhos às suas saladas, guarnições gordurosas às batatas assadas, sopas e muito mais. Dependendo da quantidade e do tipo de aditivo, você pode adicionar centenas de calorias a um prato simples. Livre-se dos complementos e coma suas saladas e batatas de maneira mais natural. Seu corpo vai agradecer depois.

6. Substituir ingredientes: Em vez de usar uma grande colher de creme de leite, use iogurte grego desnatado. Ou, você pode adicionar duas colheres de sopa de vinagre balsâmico e uma colher de chá de azeite extra virgem para a salada em vez de molhos. Você pode até mesmo substituir metade do óleo em uma receita por molhos não gordurosos como de tomate, o que pode cortar cerca de 100 calorias do seu cozido. Há uma variedade de opções que você pode usar quando substituir ingredientes pouco saudáveis.

7. Dormir: Se você está tentando perder peso, o sono é o seu melhor amigo. Quando você dorme a quantidade adequada de sono, isso evita biscar e comer tarde da noite. Além disso, estudos mostram que quando você está privado de sono você sente mais atração por alimentos que engordam. A quantidade adequada de sono pode ajudar os vegetais parecerem um pouco mais apetitosos.

8. Use spray de cozinha: Ao cozinhar, escolha spray de cozinhar antiaderente em vez de manteiga para preparar ovos, sanduíches de queijo grelhado e muito mais. Na verdade, você pode refogar os vegetais com spray de cozinha em vez de óleo ou manteiga. Uma opção popular é a utilização do spray em pipoqueiras domésticas para eliminar o excesso de manteiga.


9. Faça exercícios de musculação: Ao tentar tirar o máximo proveito de seu exercício muitas pessoas pensam que os cárdios ou aeróbicos são a resposta. Mas nem sempre é o caso. Enquanto cárdio é excelente para o seu coração, a musculação irá ajudá-lo a perder e manter o peso. O treinamento de força aumenta a massa magra (músculos) e ajuda a queimar calorias durante todo o dia, e não apenas durante o treino.

10. Deixe o molho ao lado: Se você não quer sua salada ou o macarrão sem molho, ao invés de cobrir a comida com ele, coloque-o ao lado do prato. Você pode poupar calorias apenas mergulhando seu garfo no molho em vez de mergulhar sua comida nele.

Você não tem que tomar medidas drásticas para cortar calorias de sua alimentação diária. Com um pouco de esforço, você pode eliminar calorias e melhorar a maneira como você se olha e como se sente sobre seu corpo.


Adorei as dicas. O spray de cozinha, por exemplo, eu nem conhecia. Ótimas dicas para serem colocadas em prática.

Notícias da nutri

Bom, sexta fui na nutri. 


E enfim, a jacada rendeu frutos negativos e a ordem é que eu volte pra dieta e pra atividade física e assim continue tendo conquistas e finalmente chegue na minha meta. Ohhh, sim, nada disso é novidade. E não é mesmo. Sabemos bem o que precisamos fazer para emagrecer. Bastar ir lá e fazer. E esta é minha meta para as próximas semana: fazer.

E analisando tudo....bem, o meu marido recebeu o convite para festa de aniversário de 1 ano da filha de um dos colegas de trabalho dele. E analisando bem, isso que me fez descontrolar. A relação "amigos do trabalho do meu marido" é bem conturbada pra mim. É sempre estressante. E eu sei que preciso superar isso. Mas a verdade é que o tal convite em vez de me dar o foco, me descontrolou. E eu joguei tudo pro alto. Joguei pro alto porque estou cansada. Cansada de tentar estar sempre linda nesses momentos, cansada de sempre ter que deixar aquela boa impressão. Eu me rebelei. Rebelião total. E em vez de dizer "acenda as tochas, vamos para batalha", e simplesmente decidi ignorar o inimigo e disse: "ataque a geladeira". Foi isso que aconteceu no find que jaquei. Em resumo, foi isso. E depois que jaca....pra retomar é tenso. Mas vamos lá, já retomei, voltei pra dieta, retomei a malhação. Tá tudo certo. Falta agora só retomar o juízo, porque tudo ainda está sendo forçado pra mim. Me mantenho na linha forçadamente. Eu preciso me libertar.


E entender que atacar a geladeira não é uma forma de rebeldia, estou aliás, fazendo o contrário deixando que me afetem. Para me libertar eu preciso me concentrar no meu caminho, na minha jornada, sem me preocupar quando ela irá terminar ou se dará tempo de estar linda e perfeita para festa. Me libertar é esquecer disso tudo e simplesmente seguir em frente, continuar o meu caminho. 

Caminhar é a maior forma de se rebelar....no final das contas.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Isso mesmo


A Teia de Aranha Alimentar - Segunda Parte: Depende somente de você

Para quem está chegando agora, os links para as outras partes do livro: 

Primeira Parte: Dependência Física 
 
Bom, agora vamos para o último pedaço da segunda parte. Essas partes que eu dividi o livro na verdade foram divididas pelo próprio autor. Eu só estou seguindo o livro como ele é. E coloco mais de um post por parte porque caso contrário ficaria muito grande. Eles já estão grande por demais. Mas, enfim, vamos lá....
 
A nossa fome muitas vezes é emocional. Quero dizer, estamos muito mais interessados pelo que a comida pode fazer pela nossa cabeça do que ela pode fazer pelo nosso corpo. 


Estamos comendo mais para alimentar nossas emoções que o nosso corpo. Mas nossas emoções pedem exageros e o nosso corpo paga por isso. “Estar deprimido, triste ou estressado é, em muitos casos, o gatilho que dispara a vontade de comer algo doce. Por quê? Por que os doces têm um efeito anímico positivo, quase imediato, pois contêm substancias que melhoram o humor, são relaxantes e funcionam como gratificação. O açúcar penetra rapidamente na corrente sanguínea e restabelece o nível de glicose necessário.

Isso gera um ciclo emocional que faz mal pro corpo. Mas esse ciclo emocional pode ser quebrado. Quanto mais saudável é nossa alimentação, mais o nosso corpo se estabiliza e entra em equilíbrio. Por outro lado, uma má alimentação pode gerar uma maior dependência emocional da comida. E aqui não estou apenas dizendo que quanto mais açúcar comemos mais queremos comer. Estou também falando que a super restrição alimentar também pode gerar uma dependência do açúcar. “Quanto temos uma má alimentação, sem fibras e carboidratos provenientes de frutas, verduras e cereais, nosso corpo pede doce com urgência. O mesmo acontece quando ficamos muito tempo sem comer, porque o nível de glicose no nosso sangue baixa e a hipoglicemia resultante informa ao cérebro que existe um déficit de glicose e que é urgente repô-la.”. Portanto, o mais importante é ter um equilíbrio alimentar. O que não significa não comer açúcar ou gordura. Significa comer na quantidade certa: pouca. Mas, infelizmente, hoje, uma pequena de quantidade de alguns alimentos já vem com açúcar em excesso. 

Se quisermos saber por que os doces engordam, encontraremos a resposta principalmente na porcentagem de açúcar que contêm, já que ele traz grande quantidade de calorias vazias, isto é, que não introduzem nenhum tipo de nutriente no organismo, mas ativam, isso sim, o centro do prazer, pois aumentam o nível de serotonina e geram um efeito de bem estar momentâneo.” E não só os alimentos declarados doces. O carboidrato que ingerimos é transformado em açúcar pelo organismo. Então o próprio carboidrato refinado já é um açúcar em excesso. Porque esse processo que temos quando comemos um doce, “o mesmo processo se desenvolve com os outros carboidratos refiados: quando comemos, por exemplo, pão, massas ou batata frita, a insulina e liberada na corrente sanguínea para levar glicose às células, produzir energia ou armazenar a energia não armazenada no tecido adiposo. Quando se completa o ciclo, os níveis de insulina no sangue caem e um segundo hormônio, chamado glucagônio, entra em ação para ‘gastar’, nas necessidades do organismo, a energia depositada em forma de gordura. No entanto, quando esses dois hormônios não atuam de forma balanceada, ou seja, quando o excesso de insulina limita a secreção de glucagônio, os órgãos e músculos se defendem criando o que se chama ‘resistência à insulina’. Como consequência, a glicose não será distribuída de maneira adequada e seu excesso no sangue vai se transformar em gordura, ou seja, a pessoa ganha peso.

Quando falamos, então, em controlar o açúcar, estamos falando também em controlar os carboidratos, principalmente os refinados. Mas hoje em dia a população é super dependente do carboidrato. “Aproximadamente 75% das pessoas com excesso de peso e 40% das pessoas com peso normal são adictas aos carboidratos. Eles garantem igualmente que essas pessoas não são culpadas pelo que acontecem com elas, já que o excesso de insulina, produzido pelo elevado índice glicêmico dos carboidratos que consomem, não se deve à ‘falta de controle’ do indivíduo, mas é simplesmente uma resposta fisiológica”. A pessoa não se descontrola com os doces, mas o seu corpo recebe o carboidrato como puro açúcar. O que no fundo, não tem muita diferença. Mas muitas pessoas acham que precisam de comer o carboidrato, caso contrário sentirão muita fome, quando na verdade é o contrário. “Quando não como farinhas, não ativo a insulina e, portanto, a fome diminui”. 

É que as pessoas não param para realmente pensar em sua alimentação e suas consequências no corpo. Elas não têm interesse de “saber porque está gordo. Quer emagrecer com urgência e ponto final”. Algumas, eu diria, está até mesmo cansada de buscar essa relação comida-corpo, mas buscam de forma errada. “Em geral, a maioria das pessoas obesas convive com um nível enorme de ilusão e, ao mesmo tempo, com uma grande descrença nas possibilidades de conseguir perder peso. Depois de vários anos de uma busca infrutífera de soluções, estão esgotadas e com um medo muito arraigado de se desgastar novamente como fórmulas inoperantes para emagrecer”. Mas a observação do que comemos e a consequência em nosso corpo é muito importante. Pois “o segredo para emagrecer pode ser descoberto com a inteligência e a observação. Na realidade, as substâncias químicas que estão nos causando dano estão nos próprios alimentos. Precisamos saber o que comemos, quanto comemos, o que contém tais alimentos e quais aqueles que devemos evitar. Dessa forma, entenderemos qual á a conexão entre os alimentos e determinados circuitos neuronais.

E, no final das contas, o alimento, que é vilão por estarmos acima do peso, pode e deve ser usado como aliado na perda de gordura. É uma questão de escolhas. O que escolher comer, quando escolher comer e porque escolher comer. Podemos sim fazer do alimento nossa solução. “Uma frase de Hipócrates, o pai da medicina ocidental que disse: ‘que o seu alimento seja o seu remédio’.”


Provavelmente ele tá falando da saúde de uma forma geral, mas em se tratando de obesidade essa frase tem seu valor duplicado. Usar a alimentação como remédio, em vez de usar o remédio para emagrecer. 

Poderia acrescentar que, neste mundo tão convulsionado, é essencial dar uma pausa, conhecer e selecionar os nossos próprios alimentos, para, em seguida, desfrutar de seus benefícios. Quando buscamos uma solução farmacológica desesperada, não apenas alteramos nossa biologia, mas também, ao mesmo tempo, anulamos nossa própria força e determinação. Nossa inteligência se embaça na busca da opção mais rápida, passiva e fácil: um comprimido que permita comer verozmente e ao mesmo tempo emagrecer. Essa atitude está de acordo com o lema da vida atual: ‘tudo rápido e já’, e os comprimidos surgem nesse cenário vertiginoso como outra possível solução. Aqueles que não têm paciência entregam os pontos e usam remédios para acelerar o processo de emagrecimento sem perceber que, na verdade, o que está fazendo é prolongá-lo indefinidamente.

  
É tudo uma questão de escolha. Escolher os alimentos certos em vez de remédios que anulem os efeitos da alimentação ruim. Dependendo das nossas escolhas podemos chegar ao lugar que queremos, ou podemos chegar ao lado oposto. Ou pior, podemos chegar a lugar nenhum. “Às vezes, gosto de pensar a vida como uma instância em que se abrem vários caminhos entre os quais devemos escolher: um caminho conduz a resultados positivos, outros a lugares nocivos e outros ainda não conduzem a lugar nenhum. E o ‘lugar nenhum’ é o pior que pode acontecer a uma pessoa, pior que o lado mau. O lado mau é identificável, o ‘lugar nenhum’ é nebuloso, é como estar mergulhando no abismo de consumir fármacos para emagrecer.

E no final das contas, tomar remédio para emagrecer é só uma substituição de vício. As pessoas substituem seu vício por comida pelo vício em remédio. Porque sim, é uma relação de dependência. Elas não lidam com a raiz do problema. Elas apenas mascaram, se dedicando a uma nova dependência. “O que vai acontecer se perderem esse arsenal de reguladores? Terão que lidar com tudo o que sentem, pois quando se tira a droga de um adicto, sua verdadeira personalidade aparece – depois da abstinência e da desabituação. No caso dos obesos, é o excesso de peso que o cobre o verdadeiro ser, o magro interior que não consegue vir à tona.

O segredo não é usar uma droga em substituição da outra, e sim para de se drogar. É o caminho mais difícil, mas é o único caminho eficiente. É preciso se desintoxicar. E “uma vez encaminhado o processo de desintoxicação, o adicto começa a ter pensamentos não viciados, atitudes mais tranquilas, mais serenidade e aprende a tomar distância, não apenas do seu objeto adicto, mas também de tudo aquilo que gera um apego excessivo e nocivo: consequentemente, ele aprende a dizer ‘não’ a um grande leque de excessos possíveis.”
Sabemos que isso não é simples: desistir do caminho fácil, desistir da felicidade instantânea. É preciso romper uma barreira, e o autor chama isso de “romper a barreira de cimento”. Ele diz:  Um dos passos a seguir, quando se trata de emagrecer, é romper a ‘barreira de cimento’. Recorro a essa metáfora porque ela condensa, ao mesmo tempo a ideia de processo e a ideia de estatismo. O processo compreende o trabalho e o tempo dedicado à construção dessa barreira com os mais variados matérias, o estatismo seria a expressão do estado final que se chega


Mas para vencer a barreira de cimento não é um processo fácil. Para o obeso essa barreira não só é cômoda, mas também necessária. É o que o protege do mundo. E ele faz tudo para mantê-la. E a ação mais usada pelo obeso para manter sua “barreira de cimento” é o autoengano. “Ao comer, a pessoa lança mão de uma série de mecanismos ou redes, cujo objetivo é garantir que a pessoa possa continuar comendo, e mantendo o circuito aditivo. Entre esses mecanismos, o principal e mais poderoso é o autoengano, pois está em conformidade com uma instância comportamental que nos afasta de qualquer possibilidade de reflexão acerca do que nos leva a fazer o que fazemos, bloqueando todas as saídas. Segundo Daniel Goleman, a pessoa que pratica o autoengano permanentemente acaba caindo em um estado de incapacidade de prestar atenção a aspectos cruciais de sua realidade.

O obeso “utiliza camadas e mais camadas de cimento que, por fim formam uma grande barreira impenetrável, que, embora seja protetora em alguns momentos, em geral o afasta de qualquer possibilidade de mudança e perpetua seu mal-estar

O ponto inicial é, portanto, sair da “barreira de cimento” e enfrentar a realidade. Assumir a realidade. O autor cita Sontagque que diz: “A tarefa de conferir realidade a um fato consiste em parte em ‘dizê-lo’, uma e outra vez, para insuflar a consciência do risco e a necessidade de prudência enquanto tal”. E completa: “a atitude oposta se transforma em autoengano: acreditar que não há problema algum e não fala com ninguém”.

Essa muralha de cimento que construímos, é na verdade e mais uma vez a teia de aranha que nós mesmos criamos. E que agora, precisamos entender isso: temos que desconstruir a teia. “É necessário chegar ao esconderijo da aranha para aniquilá-la e, em seguida, desfazer a teia, percorrendo e separando cada fio. Precisamos fazer o caminho de volta, romper os fios mais rebeldes, desarticular essa estrutura que nos sustentava.”. Na verdade precisamos desconstruir o vínculo que temos com a aranha. Pois criamos um vínculo com ela. E a “aderência é interna e externa: do lado de fora, está a aranha, que tenta, seduz e põe a mesa; mas, dentro de nós, existem mecanismos que nos levam a sentar à mesa, comer demais, não levantar mais e ainda defender, com unhas e dentes, mentiras e falsas promessas, o nosso lugar nessa mesa”. E “quem está preso na adição da comida terá de se livrar de seus mecanismos de autoengano para se reencontrar como o próprio corpo.

Para sair da proteção e do auto engano é preciso sim encarar a realidade, e “é essencial também expressar sua opinião a respeito das coisas a tempo, para não ‘engolir’ os pensamentos e os sentimentos. O desafio reside, definitivamente, em começar a ver se não passaram a vida dando voltas aos redor de um assunto pequeno, transformando-o em algo maior, só para não ter de encarar os assuntos maiores, fazendo-os pequenos.

Essa próxima parte é pra mim, que gorda, me escondo em casa. Me encho de comida e chocolate e me escondo, para que ninguém saiba o que eu fiz. Me escondo em moletons, e fico quieta em casa. Como se isso fosse mudar a realidade de que estou gorda e infeliz. 


E o autor diz que justamente precisamos fazer o oposto. Precisamos nos conectar com a realidade e encará-la. Enfrentar. E não nos esconder. Ficar em casa é reafirmar a “barreira de cimento”, enquanto na verdade precisamos aprender a lidar com a realidade e com os sentimentos que ela nos provoca. Ele diz: “O primeiro passo dessa corrida de obstáculos interiores é assumir que a verdade não é uma agressão, mas uma realidade. Se alguém diz, por exemplo: ‘não saio de casa, não quero que me vejam...’, não está tomando uma decisão, está apenas colocando um limite para sofrer menos. Sofrer menos, ao passo que continua alimentando esse monstro que é a gordura. Portanto, não quer que o vejam porque sente vergonha, porque está cansado da indiferença, do olhar crítico e prefere levar a vida pelo meio, escondendo-se, isolando-se. Como romper com essa vida vivida pela metade? Aprendendo a suportar as pequenas dores para não alimentar as maiores. Sendo ‘aquele que age’ em lugar de ‘aquele que sofre’, pois essa é a única maneira de abandonar a profecia autocumprida do fracasso

Se defender com a “barreira de cimento” não é melhor que ser reprimida pelo mundo. “Para Freud, as defesas partilham com a repressão a mesma finalidade e o mesmo objetivo, pois ambas constituem dispositivos cognitivos para modificar e distorcer a realidade, a fim de evitar a dor.”. Então, neste caso, nos defender com a “barreira de cimento” e ser reprimida pelo mundo é exatamente a mesma coisa. A opção tem que ser outra. Tem que ser enfrentar a realidade e ser dona do seu próprio destino. Precisamos chegar no ponto central do problema e resolvê-lo, para então assim, se libertar. “No caso da obesidade, embora (os mecanismos de defesa) sejam utilizados para continuar comendo, precisamos investigar qual é a dor subjacente a esse comer compulsivo, o que é que aquela pessoa não quer enfrentar, o que a levou a armar aquele dispositivo de proteção, que é tanto físico quanto mental.

Que é o que a Jillian sempre tenta fazer, seja no The Biggest Loser, ou no Em forma com a Jillian. 


Ela sempre fala: se você não descobrir o que te fez chegar aqui, você sempre voltará a esse lugar. Se não descobrir o que te fez engordar, depois vai engordar tudo de novo. Não importa se você entrou para um programa de televisão e emagreceu 100 quilos. Se você não entender e resolver o que te levou à obesidade, você será levada a ela de novo.  Se um gordo esta condenado a um ciclo interminável de dietas sem nunca perder peso, é porque não aprendeu com as experiências relacionadas à sua problemática ou às suas incapacidades pessoais. Então, tal como afirma Goleman, quem não compreende está condenado a repetir seus erros, a cair nessa estranha, porém comum ‘compulsão à repetição’, também chamada, no ramo da psicologia, de ‘lei da frequência’. Ela designa a tendência de determinadas experiências sem se importar se os seus efeitos são favoráveis ou nocivos”.

E acredite, a resposta não está lá fora. Está dentro de si. Por mais que tenha a ver com alguém ou alguma situação em algum momento, na verdade só tem a ver com como você reagiu àquilo. No final, só tem a ver com você. “Todo comportamento Obsessivo-aditivo é, definitivamente, autorreferencial, pois tudo é pensado com base em si mesmo, tudo é referente a si mesmo e não há interação com o objeto”.

E procurar essa causa da nossa obesidade fora de nós mesmo é se isentar da culpa. “Não podemos transformar a obesidade em uma apologia à gordura crônica. Quem vive sem forças e defende essa atitude é alguém que prioriza seus temores e suas perdas...A culpa é sempre de alguém ou de algo que lhe fez mal. Os responsáveis por tudo em nossas vidas são os outros, que estão fora de nós mesmos, e assim nos transformamos em vítimas de tudo que nos cerca. Nesse estado, a pessoa nunca será responsável por seus atos e continuará mergulhada no fatalismo, na resignação e na comodidade. No fundo, essa compreensão da própria vida revela uma personalidade muito infantil. Para conseguir se motivar, é preciso fazer o oposto: ser grande em atitudes e atos e realizar seus projetos.”. 

E para isso temos que nos assumir e não gerar codependência. Porque muitas vezes imaginamos que somos obesos por culpa dos outros, enquanto na verdade a culpa é nossa. E essa culpa que atribuímos às outras pessoas gera uma codependência, como se o nosso emagrecimento também dependesse dessas outras pessoas. 


Mas não depende. Só depende de nós mesmo.  Precisamos quebrar também essa relação de codependência. “Parte do método consiste em desmembrar a codependência, fazendo com que o paciente se encarregue e seja responsável por seu trabalho. É característico ouvir os pacientes relatarem que seu ambiente familiar sabota o tratamento. Dizem por exemplo: ‘o que acontece em minha família é que minha mãe está muito feliz com os quilos que perdi, mas olha pra mim com tristeza, traz a comida e me olha como se eu fosse uma coitadinha’.” Não vou dizer que a codependência não existe, mas quando ela existe é gerada, provocada, por nós mesmos. “É preciso aprender a conviver sem gerar codependência por parte dos que fazem sua comida ou lhe alimentam com pena.

Além do autoengano e da codependência, um outro fator atrapalha o emagrecimento: a sublimação. Precisamos lidar com a realidade. Mas, muitas vezes, por acreditar que não vamos conseguir lidar com a realidade que aconteceu, transferimos todo aquele sentimento para outro objeto (no caso dos obesos, a comida), por acreditar que assim, conseguiremos lidar com aquela realidade. Isso se chama sublimação. “sublimação – é um processo por meio do qual se satisfaz, indiretamente, um impulso inaceitável transferindo-o para um objeto socialmente aceitável.”. A sublimação (assim como o autoengano) é um mecanismo de defesa que precisa ser evitado. “Quando um mecanismo de defesa está muito arraigado, ele se transforma em um hábito, e esse hábito modela o estilo de atuação da pessoa”. O que precisamos é quebrar este ciclo. Quebrar o hábito. Encarar os problemas e a realidade de forma diferente. Precisamos compreender do que queremos nos esconder, para assim poder enfrentar e finalmente aparecer. 

É possível atenuar tais mecanismos, e enfrentar a dor sem maquiagem. "Em princípio, é preciso abandonar as armas e, mesmo que se sinta indefeso, assumir as responsabilidades pela própria realidade e olhar seu corpo de frente. (...)Proponho que você comece a desembaraçar esse emaranhado, e destecer essa rede de dentro pra fora, a trabalhar suas emoções e tristezas, pois já vimos que a solução não está em lançar mão da comida, muito pelo contrário: se, no momento da angustia e da tristeza, tentarmos acalmar a dor comendo e mastigando, nunca chegaremos a sentir e a chorar

Definitivamente precisamos romper a “barreira de cimento”. E como romper a “barreira de cimento”? “Por meio do confronto, recurso que nos permite reagir. De tanto nos esforçamos para não sofrer alimentamos um sofrimento ainda maior e, paradoxalmente, só os ‘maus-tratos’ podem nos salvar, nos fazer encararmos que não quisemos ver no início. E uma vez removida a ‘barreira de cimento’, o que fica é a gordura, que vai embora rapidamente. Por quê? Porque quando a cabeça está magra, o corpo a segue.

Resumindo...precisamos para de mentir para nós mesmos. Se estamos gordos, a culpa de nossa e de mais ninguém, e aquela realidade que não queremos ver não é dura ou impossível de ser vivida. Só de a realidade. E mais, se não estamos felizes gordos, podemos mudar. Não precisamos fingir que tá tudo bem quando na verdade não está. Mas o obeso,“ na condição de gordo, adicto crônico, é uma grande mentirosa. Tudo é conveniente, tudo é subestimado, tudo está bom para ela. Contudo, de tanto se esforçar para não ser vista como frustrada, vai desenvolvendo uma personalidade insensível diante das novidades, pois o segredo está em enfrentar-se a si mesma para obter o alívio verdadeiro e poder seguir a diante. É exatamente neste momento que ela precisa estar muito esperta, muito alerta para tingir seus objetivos e não voltar a dormir diante da vida, tal como fazia quando comia.

Quando o autor diz que o obeso é mentiroso, não está o descrevendo em relação ao mundo. Está falando de como ele é em relação a ele mesmo. Na verdade o obeso é muito mais que um auto-mentiroso. O obeso é “uma pessoa adicta, descontrolada, que perdeu sua escala de valores, pois atribui muito valor à comida e muito pouco ao resto. Assim, embora o corpo tenha de estar na base de sua vida, ele está lá longe, na ponta, perdido, e quem está na base é a comida, como rainha soberana. Nesse caso, a pirâmide da alimentação tem mais valor que a pirâmide da vida. É por isso que quando iram o pão de um obeso, entra em jogo o valor que ele dá ao pão: e não se trata do pão nosso de casa dia, mas do pão em excesso que ele não deve comer

Na verdade os obesos tem mesmo uma mania de se fazer de coitadinho – falo isso porque estou nesse grupo. E muitas vezes queremos mesmo gerar pena. E uma coisa que o autor disse que é muito interessante é: obesidade é uma doença, e como tal não deve ser facilitada (não estamos aqui falando da mulher gordinha cheia de curva; estamos falando da obesidade que pode chegar a ser mórbida e realmente matar). Enfim, muitos gordos reclamam que o mundo é feito para os magros. Que não acham roupa, não conseguem ir ao cinema e teatro. Quando isso, na verdade, é uma mentira, ou mesmo uma realidade exagerada. As pessoas normais ( e não magras, só normais), conseguem achar roupa, e ir ao cinema e teatro. E o autor disse – e eu achei mesmo muito interessante – que se, por exemplo, todas as companhias aéreas fabricassem assentos maiores a pedido dos gordos, fomentariam a codependência. Com acentos maiores os gordos não precisariam emagrecer. Novamente repito: falos dos super obesos. Seria como apoiar a obesidade mundial E o autor diz: “na realidade, a resposta diante de um pedido desse tipo  deveria ser a seguinte: ‘viajem de trem ou de navio; se vocês estão mal, não vamos fornecer lugares mais espaçosos. Se fizermos isso, nunca vão se curar; não estaremos ajudando’.” E é verdade. Nos fazemos de coitados, como se nossa condição não fosse culpa nossa e como se não fosse alterável. Podemos e devemos mudar. Não para ficar mais bonitas, mas principalmente, para ficarmos mais saudáveis.

Bem vindo Outono


Evite isso consumindo mais fibras


Massa

Eu adoro um belo prato de massa. Adoro. Quem não gosta. 


Quando eu morava com meus pais, lá no ES, a minha família não tinha o costume de fazer macarrão com molhos. A minha mãe só fazia macarrão refogado com alho e colorau. Ele ficava seco e vermelhinho. Bom...é um jeito de preparar. Mas quando eu conheci o meu marido, ele me apresentou ao macarrão com manteiga. Simples simples. Cozinha o macarrão e depois passa manteiga nele.


Depois que me mudei pro Rio Grande do Sul esse meu prato ganhou mais um ingrediente: queijo ralado. Que até então eu não gostava. E esta combinação de gordura e carboidrato virou o meu prato preferido. Macarrão (que aliás, aqui eles chamam de massa) com manteiga e queijo ralado. Sempre que eu tava na correria e não sabia o que preparar, acabava comendo isso. 

Mas analisando este prato, ele não é apenas pobre nutritivamente, como também uma bomba para o organismo. Literalmente. Quando o corpo recebe tanta gordura e carboidrato sem nada mais, ele fica mega feliz. Lembra fogos de artifício. Aquilo explode no nosso corpo e as taxas de glicose sobem tão rápido que mais parecem felicidade instantânea. E tudo aquilo é consumido rapidamente. Aliás, aquilo é armazenado rapidamente. E sem mais nada para absorver minutos depois, o corpo quer de novo aquilo, quer os fogos de artifício, que já explodiram e apagaram rapidamente.  Resultado: fome.

Precisamos deixar este prato mais sofisticado, mais nutritivo. E como fazer isso? Incluindo nele fibras e proteína. Assim o corpo absorve tudo mais devagar. Em vez da explosão, tudo é absorvido aos poucos, e saciedade também aumenta. 

Então, se você é como eu, ama uma massinha com manteiga e queijo, aqui vai uma dica para deixá-la mais saudável. Opte pelo macarrão integral. Ele é uma delícia. E em vez de comer só a massa, coloque verduras e carnes. Eu faço assim: enquanto o macarrão cozinha eu grelho o frango ou a carne vermelha. Faço cenoura, brócolis no vapor, pico tomate....enfim, dá pra colocar uma variedade de coisas. Tudo dependendo do seu gosto. E depois de tudo pronto separadamente, eu junto tudo numa panela e coloco um pouco de azeite e manjericão. 


O prato que antes era simples ganhou nutrientes e fibras. É uma bela opção de almoço. E sabe o que é o mais legal...eu cozinho a massa suficiente para 1 pessoa. Para mim. Mas depois eu coloco tanta coisa nele, que o prato fica enorme e eu acabo dividindo e dando para 2 almoços. Ou seja, a quantidade de massa que eu normalmente comeria em 1 único dia, eu acabo comendo em dois. E diminuir a porção de carboidrato é mesmo ótimo para saúde. 

Fica a dica. Da próxima vez que quiser comer massa, a incremente e a torne mais saudável. O corpo agradece! E eu acho que não precisamos parar de comer aquilo que gostamos. Mas precisamos deixar as nossas refeições mais saudáveis. Isso sim é reeducação alimentar.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Precisando amadurecer....


A vida é mesmo assim


Quando as coisas não saem exatamente como o planejado

Eu sou uma pessoa bagunçada de natureza. Mas meu íntimo não gostaria de ser assim. Então eu tento ser organizada. E como tudo o que eu faço, eu exagero (ou pra mais ou pra menos).....enfim, isso não dá muito certo. Mas sou assim há tanto tempo, que nem sei como ser diferente. 


O fato é: eu planejo, planejo, planejo. Mas quase sempre as coisas não saem como o planejado. Sempre tem infinitas variáveis que no meio do caminho muda tudo. E eu ainda não sei lidar com isso. Não sei lidar como o fator surpresa. Não sei. Meu cérebro entra em pane, e tudo vira um caos.

Eu sei que eu preciso aprender a lidar com isso. Preciso aceitar que....bom, quem dera que as coisas se tornasse realidade do jeito que a gente planejou. Mas na realidade não é assim que acontecem. Eu preciso entender que planejar é bom, mas que o planejamento precisa ser flexível. Porque se ele for duro que nem uma pedra, ele vai quebrar. Mas se for elástico como borracha, ele vai para um lado, vai para outro, mas continua firme. Temos aquela sensação de querer tudo bem fundamentado, em uma base confiável, dura que nem pedra....mas na prática, isso é mesmo ruim. Os planos precisam ser mesmo é flexíveis.


Eu não sei como é que vou conseguir interiorizar isso. Mas terei que dar um jeito. Eu não posso jogar todo o plano fora porque alguma coisinha não saiu como planejado. Mas é isso o que eu faço. Ignorância. Eu sei. Mas é o que eu acabo fazendo. Eu preciso mudar. Ou meus planos nunca darão certo. Porque se eu entender que os planos nasceram inconstante e que vão sim sofrer mudanças ao longo do percurso, aí sim, terei uma chance de levá-los até o final. E esta é mesmo a parte mais importante: chegar ao final. Não importa quantas mudanças sofreu, plano bom é o que, no final, te leva a onde você realmente queria chegar.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Saindo da jaca....


Talvez a vida não seja mesmo constante

Este fim de semana foi o fim para mim. O fim. Comi de mais, comi mais do que deveria, coisas o que eu nem mesmo queria. Eu estava muito pra baixo, triste, nervosa...descontei na comida. 

E é nessas horas que ficamos triste. Porque quando começamos uma dieta, a gente quer tanto que dê certo. A gente quer um marco no começo e outro no final. E que entre eles tenha apenas um declínio constante de peso. Quando vemos na internet que pessoas emagreceram tantos quilos em tanto tempo, a gente tem mesmo aquela sensação de que um dia a pessoa acordou, começou a emagrecer e nunca mais parou.


Tá, pode até ser que com algumas seja constante no processo, mas pra mim nuca foi. Imagina, eu, a rainha do efeito sanfona, nunca foi constante mesmo. 

E eu sei que o emagrecimento constante é mesmo o ideal. Que o corpo aprende a comer certo sem distrações. Sem nunca mais ser lembrado de como é comer mal. Isso seria mesmo o perfeito. Mas temos que entender, eu tenho que entender, que nem sempre é assim. 

O que quero dizer é: apesar de eu saber que os deslizes não são nada bons, caso eles apareçam, devem ser tratados do jeito que merecem. Ou seja, devem ser ignorados. Tá, seria ótimo começar um processo de emagrecimento e ver os número só descendo, mas caso isso não aconteça, não se puna, não dê muita atenção, apenas siga em frente. Continue. Continue o caminho. Aliás retome o caminho mais rápido possível. E nem vamos falar de um recomeço, vamos falar de retomar. É uma retomada. 

É respirar fundo, aceitar que os tropeços não são nada bem-vindos, mas que às vezes fazem parte do caminho. Então sacode a poeira e bola pra frente. Com os deslizes acabamos perdendo algumas conquistas, aparte da confiança e até mesmo um pouco da esperança. Mas a verdade é que todas aquelas pessoas que conseguiram emagrecer tantos quilos em tanto tempo, muito provavelmente elas simplesmente entenderam que seguir em frente faz parte do processo e muitas vezes te levam exatamente onde você quer chegar. 

E é o que tentarei fazer nesta semana: simplesmente seguir em frente!
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