terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A vida como ela é


A Teia de Aranha Alimentar - Terceira Parte: o corte, a medida e a distância

Como e disse anteriormente, continuarei as resenhas do Livro "A teia de aranha alimentar". Então vamos lá. E para quem está chegando agora, os links para as outras partes do livro:

Primeira Parte: Dependência Física 

Fazia tanto tempo que eu não lia e escrevia sobre o livro que tive que ler as minhas resenhas anteriores para continuar. E assim como fiz na primeira e na segunda parte, também ou dividir a terceira. Para  post não ficar maior do que normalmente é.

Nesta terceira parte do livro, o autor explica como é a dieta e no que ela é baseada. Uma dieta com o objetivo de reduzir a compulsão, reduzindo drasticamente a quantidade de alimento e cortando outros, pois "nosso corpo se desequilibra por completo quando comemos em excesso e incorporamos ingredientes que alteram silenciosamente o nosso sistema neuro-hormonal."



E também nos faz pensar no lado emocional, para que paremos de usar a comigo como resposta para tudo. "Temos problemas diferentes, mas uma mesma solução: comer demais". Mas "as pessoas que conseguiram pôr um fim na gordura são aquelas que treinaram habilidades diferentes, distantes do comer demais". Entretanto deve-se evitar o substituição de um vício por outro. O objetivo não é simplesmente acabar com o vício em comida, mas com o vício no excesso. "O objetivo é, portanto, modificar a relação de transgressão, apego e excesso, não apenas no que diz respeito à comida, mas em todas as áreas da vida. Desse modo, conseguiremos frear nossos impulsos e evitar a substituição de uma adição por outra, isso é, o apego à outra válvula de escape."

Embora seja comum as pessoas trocarem um vício por outro, também é comum que as pessoas aprendam a lidar com todos os seus vícios ao tentar lidar com um deles. "Embora a tendência geral seja a substituição de uma adição por outra, o fenômeno inverso também se verifica. Observei muitos casos de multiadição (comida, tabaco, álcool) entre meus pacientes e verifiquei que, quando resolviam mudar e cortavam o vinculo de dependência com a comida, cortavam também outros vínculos nocivo. Isso significa que, quando alguém está no caminho aditivo, é muito provável que outra adições se acumulem, mas, quando a pessoa está na direção certa, rumo à libertação de uma adição, as outras, ao contrário, se desarticulam."

Mas para isso é preciso fazer as escolhas certas, caminhar pelo caminho certo. O que nem sempre é fácil, mas é necessário. Emagrecer não é fácil, e precisamos no conscientizar disso. "Os obesos costumam esperar, 'incessantemente', que aconteça um clique mágico que acabe com sua ansiedade, com a sua compulsão, para que eles possam emagrecer sem esforço. Não sabem como se livrar do problema e continuam a esperar por alguém ou algo que os liberte, sem que tenham que passar por alguma abstinência ou pela dor, por menor que seja. Esse é, definitivamente, o verdadeiro carma do obeso e do adicto em geral: sempre procuram soluções no exterior, seja para alimentar a doença, seja para imaginar ou idealizar a cura, acomodando-as a seu próprio descontrolo e necessidade de gozo. Lamentavelmente, esse famoso clique não chega nunca, pois é mais uma tentativa insensata de enganar-se a si mesmo e adiar eternamente o problema. É conveniente, então, deixar de lado as fantasias da cura improvável, pois elas alimentam ilusões em corpos e mentes desanimados".

Precisa-se então, tratar a mente e o corpo. Preparar a mente para fazer as escolhas certas. "Se existe um comportamento descontrolado, não é possível sentir nem pensar corretamente. Somente quando 'corto', quando começo a ser eu, encontro alívio e posso orientar meus pensamentos e minhas ações para o núcleo dos meus problema. Primeiro 'corto' com o comportamento ruim, depois penso filosoficamente. Mudar dói, mas não mudar mata"

A dieta sugerida pelo livro é mesmo radical. Mas essa sugestão é intencional. "Como o problemas que enfrentamos é muito grave, complexo e incisivo, a solução também deve ser, por isso, muito aguda e rápida. Aguda pela inteligência e rápida pela simplicidade e porqe o lugar da comida em nossas vidas deveria ser restrito (tanto no espaço quanto no tempo). Considerar o problema simples e alaborar uma soluão longa e complexa é um caminho que conduz ao fracasso."

"O que devemos fazer, então, para modificar  nosso papel, nosso vínculo com a comida? Em primeiro lugar, precisamos perceber que esse vínculo existe por alguma causa; nós o construiremos e o manteremos por algum motivo, e ele se mostrou útil como fio terra em nosso vai-vem diário por alguma razão. Entretanto, também existem casos em que o vínculo aconteceu por acaso, porque certas substancias aditivas nos atraíram e ficamos presos à sua rede. Nos dois casos, chega-se a um momento em que a substancia nos domina e nos condena." Por isso temos que cortá-la drasticamente. Por isso que a dieta é drástica, porque o corte deve ser assim. E temos que agir agora, sem perder nem mais 1 segundo. "Não podemos ficar esperando 'aquele' momento supostamente adequado para cortar o vínculo. Temos de parar de adiar o 'corte' para segunda-feira ou para o mês que vem. É preciso fazer algo diferente dessa vez."

Então o Dr. Máximo Ravenna apresenta o plano dele, baseada em 3 aspectos: o corte, a medida e a distância. "Utilizamos uma chave-mestra que vai permitir uma coisa: ficar melhor com o emagrecimento e continuar magro por estar melhor. Que chave é essa? É o método do Corte, Medida e Distância. (...)No processo de transição de pessoa gorda para pessoa magra, entram em ação o Corte, a Medida e a Distância, como ferramentas comportamentais para gerar mudança. (...) Analisaremos mais detalhadamente esses três pilares que vão nos ajudar a fazer com que a química cerebral, o esquema comportamental e um objetivo claro descubram um ponto de encontro a nosso favor".

Então vamos lá, ver cada um desses aspectos:

O CORTE: tesouras em ação


O autor explica:

"Neste momento, gostaria de pedir que você não se fixasse nos 5, 10, 50, 100 ou 200 quilos a mais que tem há não sei quanto tempo. O número não importa, nem o tempo transcorrido. Peço que se concentrem em uma ação correta, pois no futuro a magreza representará definitivamente a concretização de um desejo, o início de uma ação que nos devolveu o orgulho, a plenitude e o bem-estar."

"Qual é a ação correta? Dei-lhe o nome de CORTE e ela pressupõe a superação do instante em que o instinto toma conta de nós. É colocar em ação o último alento que nos resta, porque não há outra forma de se desprender de um vínculo daninho, de um passado asfixiante, da comodidade e da preguiça, a não ser pelo meio de um corte. Todos sabemos que é muito difícil emagrecer muitos quilos em pouco tempo. No entanto, o que é possível e constitui um ponto de partida inquestionável é que, quando a pessoa corta o excesso, a sensação de fome se modifica drasticamente e desaparece em um prazo de 48 horas. (...) 48 horas depois de diminuir substancialmente a ingestão de alimento, a saciedade aparece naturalmente"

O autor sugere mesmo cortar drasticamente a quantidade de comida. E a teoria dele é que quanto menos se come, menos se sente fome. 

"Em poucas palavras, o processo é o seguinte: quanto menos se come, menos fome se sente. E ao contrário, quanto mais se come, mais fome se sente. Consequentemente, essa fórmula se transforma em uma aliada, pois oferece armas naturais para combater a voracidade e gerar saciedade. É assim que podemos vencer essa primeira partida contra a obesidade."

E este "corte" deve ser feito de maneira inteligente. Já que se passará a ingerir pouca comida, que essa pouca comida seja repleta dos nutrientes que o corpo precisa. Nada de calorias vazias. E nem nada que remeta a adição, ou seja, não se deve comer aqueles alimentos que funcionam como gatilho para a compulsão: "A redução da ingestão deve ser acompanhada, por sua vez, por uma seleção de qualidade de alimentos. Nessa primeira etapa, a perda rápida de peso é crucial. Portanto, devemos evitar alimentos que sirvam de veículos para os ingredientes silenciosos. Por quê? Porque eles geram mudanças metabólicas e adição quase imediata. "

Entretanto, não há uma lista de alimentos. "Não  indicamos um tipo de alimento em particular, mas trabalhamos com o conceito de comer pouco. Assim, o entorno do paciente não se sente tão afetado, mas aliviado ao constatar que sua casa não foi transformada em uma horta orgânica.". Claro, os alimentos que ativam o gatilho da compulsão devem sim ser evitados, mas isso só não é recomendado de forma radical para não dar aquela sensação de prisão que as dietas provocam. 

E ao desenvolver o "corte", deve se ter muito cuidado para seguir os passos bem certinho. Porque o obeso é obeso justamente por não seguir os passos certos. Por isso a atenção tem que ser redobrada. "Um gordo é, basicamente, um grande transgressor de todas a lei que aparecerem, exceto as que ligam à sua própria dependência. 'Sou rebelde com tudo, menos com o que me aprisiona'."
"Qual é, então, a nossa proposta? Qual será a nossa meta? Para começar, nosso objetivo é levar você a fazer um corte: cortar com um círculo vicioso e dar início a um círculo virtuoso. Cada dia é um elo desse círculo, que não será de muita comida, mas de pouco. E, graças a isso, será possível pensar de outra maneira no dia seguinte". E assim, "através do corte, não é somente a fome que vai desaparecer, mas também a vontade de resolver os problemas por meio da comida. Quando a cabeça se esvazia da substância aditiva, pensa melhor, além  de poder enfrentar os sentimentos sem necessidade de se refugiar na comida."

Quando se come compulsivamente, não se está comendo. Se está preenchendo o vazio interno com comido. E isso é diferente de comer. Chega a um ponto em que não identificamos mais a fome. Não sabemos quando nosso corpo está mesmo com fome e qual a medida para saciar a fome. Simplesmente comemos até nos sentir confortados, e isso, esse conforto, demora a chegar e dura pouco. "Quando a quantidade de comida que ingerimos supera o limite necessário para nos alimentar, o que estamos fazendo é diferente de comer. Portanto, se não soubermos o que é necessário fazer para puxar o freio (porque além de tudo existem círculos químicos que nos impedem), temos que cortar." Quando não sabemos mais identificar a fome, e identificar a quantidade para saciarmos a fome, por estarmos tão entorpecidos com a comida, precisamos do corpo, para nos afastar da comida, e assim voltar para o estado básico do corpo em que identificamos a fome e a quantidade para saciá-la. 

O obeso vive uma contradição no seu vício. Porque ele quer o resultado que o afastamento do seu vício pode gerar, mas ele não quer se afastar do seu vício. "Um adicto é quem deseja sair de uma situação e não consegue. Isso significa que o vínculo que estabeleceu é tão intenso, tão necessário, tão incomodo e, ao mesmo tempo, gratificante, que o tema recorrente é a questão da ambivalência:
- Não posso deixar de ser gordo porque não quero deixar de comer
- Quero parar de comer, mas não consigo e não quero sofrer a dor de não comer
- Também não gosto de estar gordo, mas já que eu como hoje  e só engordo amanhã, posso me dar aos luxo de comer sem perceber que o hoje mais hoje é o amanhã dentro de uma hora e, então, vou me encontrar de repente gordo e doente de obesidade.
-Na realidade, sou um comodista que, quando teve a oportunidade de puxar o freio, quis continuar e comer ou não quis bater à porta para pedir ajuda. 
Emagrecer é a verdadeira aprendizagem de uma arte, a arte do emagrecimento, cuja instância inicial deve ser um sincero e abrupto corte e uma limitação das quantidades de alimentos ingeridos. Isso gera saciedade a curto prazo, desperta a mente e, portanto, já não importa o quanto se come, mas quanto peso se perde.

E é importantíssimo conseguir isso o mais rápido possível, pois, embora não pareça, ter sucesso a longo prazo exige esforço muito maior. Quanto maior o prazo, maior o desgaste, a 'estafa dos materiais', os resultados medíocres e o risco. Por exemplo, tem gente que demora 1 ano para perder 15 quilos, o que é um crime, por normalmente esta é a perda de um mês e meio. Quantas horas perdidas, quantas especulações a serviço de não ver que a única atitude a ser tomada é cortar e aguentar dois ou três dias, associar-se a certos conceitos, ser digno e verdadeiramente responsável! E esperar que o metabolismo químico bloqueie a ansiedade de comer e a tranquilidade retorne."

Ou seja, o obeso que é viciado na comida, por mais permissiva que seja uma dieta, ele irá sofrer. Ele irá sofrer por não poder comer o que realmente deseja. E já que vai sofrer de qualquer jeito, porque não sofrer por um tempo menor. E neste caso, segundo o autor, é realmente por um tempo muito menor. Pois, depois dos primeiros dias, o corpo para de sentir fome. E, ao mesmo tempo, com esse corte drástico o emagrecimento é mais rápido. O corpo se estressa (e se estressaria de qualquer forma), mas se estressa por um tempo bem menor - segundo o autor. 

E para isso, os primeiros dias deverá ser vencido com o poder da decisão. O obeso tem que escolher, escolher se sentir bem em vez de escolher a comida. "Na realidade, toda tentação é uma decisão, isso é, você é responsável por se sentir tentado; o que ocorre é que, embora tenha provado o gosto da comida, nunca provou o gosto de se sentir bem".
"O corte da substância é um encontro com nossa essência, com nossos medos verdadeiros e com os outros elementos que nos paralisam e destroem nossa autoestima em todos os âmbitos"

A MEDIDA: o salto seguro

O autor explica:

"A relação com a comida no processo de emagrecimento é, como sempre digo, muito parecida com a de um casal infeliz que se divorcia, mas precisa manter algum tipo de contato e comunicação, pois existem filhos. Ninguém pode cortar o vínculo com a comida definitivamente: embora seja prejudicial em excesso, o alimento é essencial para a vida e precisamos dele. Essa situação é diferente quando se trata de outros tipo de adição. "

"No caso da comida, o desafio reside em poder conviver com ela sem descontrole. Portanto, é fundamental que, uma vez realizado o Corte, incorporemos a noção de Medida, para poder dar o salto que vai nos tirar da rede em que estamos presos e nos transporta para um território mais seguro"
"O que podemos aprender com a Medida? Pouca quantidade e grande variedade: comer pouco, de maneira diversificada e divertida.....por que não?"
"A medida é o limite, é o território no qual nos movemos, uma zona muito bem demarcada, equipada com sinais de alarme que avisam quando o terreno começa a se expandir. A medida é, principalmente, a pequena porção, conceito que, depois de assimilado, transfere-se automaticamente para o tamanho do corpo, e consequentemente, da roupa.

"Sobre essa questão, é necessário assimilar como são descomunais, por exemplo, as porções de alimentos que ingerimos habitualmente. Se retrocedermos o tempo e chegarmos a cinquenta anos atrás, vemos como o tamanho das porções aumentou. Os seguintes dados refletem esta realidade:"


"Certamente, é inegável que, se há 50 anos nos alimentávamos com porções bem mais reduzidas que as atuais e não havia tantos casos de obesidade, hipertensão ou diabetes como temos atualmente, aquelas deveriam ser as verdadeiras medidas, as que deveríamos consumir. Da mesma forma, as porções enormes a que nos habituamos são um sintoma claro da distorção e do excesso em que vivemos.

O mundo atual nos acostumou a comer muito, e a obesidade é uma consequência disso. O comer menos não é uma privação ao corpo. O comer menos é o recomendável. É o certo. É do que o corpo precisa. 

"Ao colocar o Corte em prática, percebemos que comer pouco gera um bloqueio da sensação de fome, o passo seguinte consiste em sustentar o "não" diante do impulso e das tentações e optar por uma Medida pequena das porções. Esse passo é decisivo, pois implica uma escolha: 'como mais', sabendo que não vou acalmar a minha fome ou 'continuo a comer pouco' para não ter mais fome."

Ou seja, é preciso um comer mais consciente. Precisamos escolher se vamos continuar no circulo vicioso ou sair dele. E comer menos é a escolha consciente de sair do circulo vicioso. E se a nossa decisão é pelo correto, é sair desse circulo vicioso, não podemos mais deseja o que nos faz mal, o que nos mantém no circulo. "Se pela enésima vez resolvo ficar magro, decido ficar bem. Portanto, não posso desejar o tóxico. E o que é tóxico? É o que o separa da pequena porção daquilo que você quer comer.

Mas para se conseguir tudo isso, é preciso passar pela etapa inicial. "Em geral, os pacientes exibem uma irritação diante da mudança: 'durante os primeiros meses eu vivia irritado, apesar dos 10 quilos que emagreci nos 20 dias iniciais...depois, comecei a pensar como magro e tudo mudou na minha vida. Antes comia uma dezena de pratos por dia. Hoje, quando saio para jantar, divido o prato' - diz Raúl, um paciente que perdeu nada menos que 100 quilos. Seu caso (como tantos outros) revela que na verdade, o metabolismo do obeso não difere tanto assim do metabolismo do magro, que o comportamento supera a suposta doença irrecuperável. Raúl aprendeu a comer de tudo, mas como um magro faz. Aprendeu a ser um magro que se cuida (e cuida da medida) e não um gordo que está menos gordo. Ativou um sistema de alerta que indica quando deve parar. 'Cheguei a meu peso ideal há 2 anos. Pode ser que ganhe 3 quilos, mas perco rapidamente. Essa oscilarão é normal. A gente sabe que, se cometeu algum excesso, precisa compensar em seguida, porque a roupa começa a apertar. É possível e não é difícil.', comenta.

Depois de conseguir o corpo de magro é preciso começar a pensar como magro. Porque se você voltar a pensar como gordo, vai voltar a comer como um gordo. O magro não quer comer tudo o que está na sua frente. O magro prova um pouco de cada coisa e para assim que se sente saciado. O magro não se força a comer mais que pode só para poder experimentar mais e mais. O magro sabe exatamente quando parar de comer, e é isso que o gordo precisa fazer para emagrecer e para se manter magro. 

E não só isso, o magro age imediatamente. Se o magro exagerou um dia, imediatamente volta a comer pouco no dia seguinte. O magro não espera até a próxima segunda. "Por que as pessoas magras mantém o mesmo corpo durante anos? Porque quando engordam, não correm para comprar roupa nova, não se adaptam muito facilmente ao novo peso, mas começam imediatamente a fazer dieta e eliminam o excesso. Para manter a magreza é fundamental, então, reagir e agir a tempo. " E tudo isso se consegue desenvolvendo a medida.

"A medida está na porção, no tamanho, na ação e aplaca a fome. Com medida há equilíbrio, sobriedade e saciedade fisiológica. Ao incorporar uma Medida que nos alivia de um vínculo tão sufocante, também aprendemos a ser comedidos nos comportamentos e nas emoções. Consequentemente, nossa relação e reações se equilibram: preferimos a alegria à euforia, a medida ao descontrole e canalizamos nossa energia para o encontro de prazeres reais, diante  dos gozos privados, nocivos e exagerados." A medida é o que nos ensina até onde podemos ir. 

"Anime-se, então, a dar esse salto da rede, porque não é um salto no vazio, é um salto seguro. É soltar, não é tomar. É liberar, não agarrar."

("No próximo - próximo post - capítulo desenvolveremos os diversos planos alimentares e analisaremos como deve ser a Medida de um ponto de vista calórico. Por enquanto, vamos dirigir toda a nossa atenção para um terceiro pilar que, junto com o Corte e a Medida, é essencial no caminho para a magreza e a saúde: a Distância.")


A  DISTÂNCIA: desprender-se da rede


O autor explica:

"Depois de colocar em prática o Corte e a Medida, nossa relação com a comida vai se transformar em razão de um distanciamento delicado e frágil."

"A distância é um conceito que propõe uma nova visão em nossa relação com a comida e nos ajuda a marcar novamente o nosso descontrole aditivo, vincular, emocional." Ou seja, é mesmo se distanciar disso tudo. Se distanciar da obesidade, se distanciar do descontrole, se distanciar da comida em excesso. 

E a distancia não é apenas para ser praticada, é também para ser admirada. "Admirar a Distancia é admirar um território bem delimitado. Esse território tem horizontes, margens e limites. Entretanto, é bom lembrar que, se não há limites, não há território para admirar e cuidar. E o Corte e a Medida já nos deram esse limite"
"Vamos recorrer mais uma vez à figura do magro para ilustrar esse conceito, pois é nele que podemos observar uma atitude de distanciamento inato em relação à comida. E essa característica foi corroborada por diversos estudos realizados com população de gente magra, à qual se ofereceu duas ou três vezes mais comida que ingeriram habitualmente e, engordando ou não, a única coisa que não conseguiram fazer é parar de comer. Quer dizer: tinham o mesmo comportamento de um gordo, pois estavam sobrealimentados. A Distância da comida tinha se reduzido, graça a um aumento na frequência do consumo.". Sendo assim, o distanciamento da comida é um comportamento inerente aos magros. São magros porque se distanciam da comida. Não se cercam de comida o tempo todo. Se os magros estivessem cercados de comida a todo instante, também comeriam demais. O segredo deles é o distanciamento. Eles se afastam. Se permitem se afastar.  

"Portanto é aconselhável que o contato que temos com a comida não supere a quatro vezes por dia, se for menor, melhor. Também teríamos de nos livrar da ideia de que um tratamento eficaz é aquele que inclui comidas light, porque, na verdade, comer light é comer pouco, comer de forma saudável é comer pouca quantidade e poucas vezes ao dia."

E isso da comida light é algo que concordo profundamente. Muitas vezes usamos a desculpa do light para comer mais, quando temos que exercitar justamente o contrário. Precisamos mesmo é aprender a comer menos. Comer um pouco de tudo, mas menos.

E para o autor, algumas dietas não produzem o distanciamento necessário. "Tanto as dietas que aconselham varias refeições diárias, como as que propões um ingestão de calorias superior à necessária para não despertar os mecanismos aditivos, produzem uma redução da Distância da comida. Assim, vai se formando uma espiral que cada vez nos aproxima mais da comida, com o consequente abandono da dieta e a obtenção de resultados medíocres. "

E o distanciamento da comida  "produz também uma Distância  biológica do desejo de comer, por um lado, e da fome por outro, uma vez que a diminuição do apetite permite a sensação da saciedade e leva a pessoa a não ficar tão desesperada e atenta à comida."

Esse distanciamento, além de constante deve ser reiterado sempre que necessário. É preciso ficar atento, para que sempre que a distancia diminuir, o afastamento seja refeito. "Outros comportamentos que caracterizam o magro são os seguintes: come pouco durante a semana; às vezes, só de noite. No fim de semana, há um aumento paulatino da quantidade ingerida e, quando chega segunda, é difícil cortar. no entanto, o magro consegue porque interiorizou o hábito de não comer tanto. Portanto, ele tem um hábito que não é uma necessidade. Já o gordo sente, em algum momento, a necessidade de continuar comento, talvez porque o corpo ordene, exija. Além do mais, existe o hábito que relembra a sensação prazerosa que sente ao comer. Então, ele emagrece de segunda a sexta e engorda de sexta a segunda; cuida-se das 8hs às 19hs e engorda das 19hs à meia-noite. E adia sempre: até segunda, até o mês que vem."

E "se estamos falando de gerar Distância, é porque existe no gordo uma relação com a comida muito arraigada, recorrente, sem foco. É muito difícil moldar alguém que está descontrolado, que passou dos limites, pois essa pessoa não tem noção da medida. Só diante de pouca comida é que o gordo esquece o querer mais." Ou seja, o corte, a medida e a distância andam juntos.

E "quem incorpora a Distância à sua vida, entra em um estado de calma e tranquilidade repentina que se aproxima mais da nossa verdadeira natureza, que é moderada, silenciosa e saudável. (...) Quando implementamos o Corte, a Medida e a Distância, nossa vida se ordena"


Com Corte se reconhece o mal-estar
Com Medida há equilíbrio e sobriedade
Com Distância se alcança a objetividade e a lucidez

O  Corte é com: 
O passado
O excesso
Os preconceitos
Os mitos
O "não consigo"
A descrença
A desconfiança
A comodidade
A preguiça
A onipotência
O autoengano
A dependência

A Medida está:
Na porção 
No tamanho (da roupa)
No comportamento
Nas emoções
No pensamento

A Distância é:
Da comida
Entre comidas
Da história pessoal
Do abismo
Do beliscar
Da Minimização
Das más relações

O Corte é necessário quando:
A Medida aumenta 
A Distância diminui
Os pensamentos se tornam obsessivos
As queixas aumentam


"Só após a aplicação do Corte, Medida e Distância, a comida  passa a ocupar o lugar que lhe corresponde e deixa de preencher espaços que não lhes competem, pois a constante nos que comem em excesso é não saber o que fazer com o seu tempo livre, então, mastigar sem parar." E por isso que o distanciamento é importante, se não tem o que fazer e tem comida perto, a pessoa come sem parar. É preciso se distanciar da comida e aprender a ocupar a mente e o tempo.

"No entanto, também e importante frisar que as aprendizagens da vida não são mágicas, fáceis, nem rápidas. É preciso ter paciência, tranquilidade e calma para poder enfrentar os obstáculos que se interpõem em todo o processo de recuperação. Uma recuperação na qual o emagrecimento é um elemento a mais, já que o objetivo principal é melhorar substancialmente a qualidade de vida. O emagrecimento é, antes de tudo, o efeito da recuperação da adição. E a gordura é o sintoma de seu sofrimento. Não se trata de estar magro ou gordo, mas de estabelecer novos vínculos com as substancias e com as pessoas, começando por nós mesmos. "

O objetivo é:
-Dizer não mesmo que a vontade seja grande
-É preciso diminuir as poções e pensar que está comendo o adequado 
-Temos que perder peso rapidamente, pois nosso corpo se prejudica
- É mais fácil emagrecer que esconder a dor provocada pelo descontrole"
- Ficar magro e não menos gordo

O Natal

Ahhhhh o Natal.....

O meu Natal foi na casa da minha sogra. Reunimos a família do marido, que decidiu fazer um amigo secreto para trocar presentes. E eu tirei o meu próprio marido. Amei. 


O presente dele foi algo que ele queria. Eu sabia que ele queria. 

Ele acha desconfortável jogar o vídeo game no sofá, e ele usa a cadeira da mesa de jantar, que também não é nada confortável. E já fazia um tempo ele queria uma cadeira de diretor para jogar, mas nunca comprou por achar muito caro. 

Então eu comprei pra ele. Fui na tok&stok e comprei. Foi meio difícil esconder o presente dele e esconder que eu tinha tirado ele no amigo secreto. Mas consegui. E ele adorou o presente. Que bom. 


E eu....bem, meu presente ainda não chegou. Mas já to no lucro, porque o combinado era que o meu fogão novo era o meu presente de Natal. Mas ganhei outro.....obaaaaaa. 

Ganhei, ou melhor, ganharei uma máquina de fazer sorvete. 

Faz tempo que eu queria uma. Comprei até um livro de receita de sorvete. Este aqui:


Mas para as receitas do livro é necessário ter uma máquina de fazer sorvete. Eu já sabia disso, e comprei o livro assim mesmo. Eu pesquisei na internet e vi que o preço médio de uma máquina de sorvete era 150 reais. E pensei: "já vou comprar o livro que logo logo me programarei e comprarei uma máquina de fazer sorvete pra mim".

Bom, o marido fez umas pesquisas na internet e descobriu que as máquinas de sorvete que eu queria não eram boas. Tinha um monte de reclamação. Que a melhor era uma outra que custava 3 vezes mais. E ele comprou assim mesmo e me deu. Esta aqui.


Ele se deu ao trabalho de fazer um cartão com a foto da sorveteria dentro e me deu, só pra me avisar que meu presente está a caminho e o que eu ganharei. Que amor. 

Enfim.....está a caminho, mas ainda não chegou. Espero que chegue antes de eu sair de férias. Torcendo pra chegar logo. Já até escolhi a primeira receita que farei. Ansiosaaaaaaaa. Até que eu não posso reclamar do Papai Noel este ano. Nem em ano nenhum, pra falar bem a verdade. Hohoho.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Fim de ano surtado

Fim de ano é sempre uma loucura....e este não está sendo diferente.


Aliás, 2015 já foi muito tumultuado. E o fim de ano está sendo igual. Espero que 2016 seja melhor. Bem melhor. 

Faz uma semana que estou sem malhar (e louca para colocar esse corpinho pra mexer). Faz uma semana que não como direito. Não to comendo mais. Muito pelo contrário. Mas isso é tão prejudicial quanto. Tá difícil e estou tentando não surtar. Falta só 2 semanas para o ano acabar e eu espero manter a calma até lá. 

Que venha 2016!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O que estamos escondendo?

Toda vez que eu assisto "quilo por quilo", as protagonistas tem uma história triste que justifica toda aquela gordura mórbida. Um aborto, uma rejeição da família, uma morte.....sempre tem algo debaixo de tantas camadas de gordura. 


E para se livrar daquela gordura toda, elas geralmente tem que ligar com aquele problema que iniciou. 

E por conta disso, sempre que vejo uma obesa mórbida na rua (importante dizer isso, porque não falo de uma pessoa gorda, falo que uma pessoa com obesidade mórbida) eu fico pensando: o que será que ela tá escondendo. O que será que essas pessoas estão evitando lidar?

Mas espera aí...estou sentando no próprio rabo e tentando achar os dos outros?


Eu também uso a comida por conforto, para me esconder, para evitar lidar com certas coisas. Não é nada tão radical ou tão triste quanto as participantes do "quilo por quilo", mas a verdade é: do que estou tentando me esconder?

E será que quando outras pessoas me veem na rua, ficam pensando a mesma coisa? Talvez. 

A questão é, que muitas vezes nos escondemos mesmo, e nos escondemos até para comer. Literalmente comemos escondido. Mas isso de nada adianta, porque a gordura aparece. A gordura grita. E todo mundo vê.


Precisamos, também, aprender a lidar com nossos problemas. Enfrentar. Colocar pra fora. Mas temos medo. Medo de não sermos aceitos. De sermos rejeitados se as pessoas nos enxergarem como realmente somos. Mas a verdade é que algo é sempre mostrado. Sempre. Ou a gente mostra nosso eu, ou mostramos nossa gordura. Precisamos escolher. Enfrentamos a tristeza do mundo ou seremos obrigados a enfrentar a nossa própria tristeza.

Eu sei.....não é fácil. Mas mais cedo ou mais tarde é algo que precisamos fazer. E se temos que fazer de qualquer forma, em algum momento.....melhor que seja logo! Mas não é fácil! Não é fácil!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Por que não comecei antes?

Um sentimento recorrente - pelo menos para mim - nessa minha busca pelo corpo ideal é o arrependimento.

E ele não vem apenas quando faço algo errado, quando como de mais ou coisa do tipo. Ele vem também quando faço tudo certo. Ou seja, ele está sempre me acompanhando. Quando eu faço tudo o que precisa ser feito, eu tenho aquela sensação de "por que não comecei antes?".


Seja lá qual foi o novo hábito que estou tentando incorporar, eu sempre penso "por que não comecei antes?". Por exemplo, quando comprei as luvas de boxe para ter um exercício para parte superior e deixar a parte inferior descansar. 

Antes eu quase não conseguia fazer atividade física todos os dias da semana. E isso me atrapalhava muito, porque no dia que eu não malhava, comia mais. E essa coisa de nas terças e quintas fazer boxe para as pernas descansar e eu trabalhar os braços está dando tão tão tão certo, que eu volto a pensar: "por que não comecei antes?"

E a questão é: o tempo não volta. 



É chato ter essa sensação de que queria ter começado antes o tempo todo, mas a verdade é que não se tem o que fazer. Temos que simplesmente aproveitar melhor o tempo daqui pra frente.

E já que é tão tão tão chato ficar sempre com a sensação de que deveria ter começado antes, quero deixar aqui um conselho (um conselho que eu mesma quero começar a seguir): FAÇA!

Faça o que for necessário. FAÇA. 

Não espere um momento exato, não espere um convite para uma festa, não espere pela segunda-feira, não deixe pra depois. Comece hoje, comece agora. E faça. 

É muito comum ouvir pessoas dizendo - por exemplo - que quer emagrecer um pouco para entrar na academia, para procurar um médico, para procurar uma nutri. 

"Não vou começar uma academia gorda desse jeito"

"Vou emagrecer uns 5 quilos e depois vou na nutri"

"Como que vou voltar na médica e dizer que engordei 3 quilos? Vou primeiro esperar emagrecer esses 3 quilos para depois voltar lá"

Eu sei.....é difícil pedir ajuda. É difícil admitir que - talvez - sozinha essa jornada lhe parece impossível. E entrar pra academia ainda gorda, voltar na médica depois de engordar 3 quilos, procurar a nutri estando acima dos 100 quilos.....é mesmo um pedido de socorro. Mas, sabe, não é feio pedir socorro. Muito pelo contrário. Isso mostra uma coragem, isso mostra uma força incrível. 

Então meu conselho é: faça o que der, o máximo que der. 

Se puder procurar um médico, vai, mas vai agora. Ele, com toda certeza, sabe mais que você, vai poder te ajudar nessa jornada. Se puder ir numa nutri, vai. Vai agora. Ela vai conseguir te ajudar a começar, que é também um fase muito importante. Se puder entrar numa academia, entre. Entre agora. Absolutamente todos que estão lá (independe do corpo que tenham) estão pelo mesmo motivo que você. Vão te entender como ninguém. 

Não estou dizendo que não conseguirá sem isso tudo. Claro que conseguirá. Mas com toda essa ajuda a sua jornada pode ficar um pouco mais fácil. E não espere para facilitar as coisas pra si mesma. Você merece isso. 

Eu sei que nos culpamos muito por ser gordas. Achamos que precisamos sofrer, nos punir por isso. Então a dieta tem que ser um sofrimento. A ginástica tem que ser um sofrimento. E se alguém que conhecemos busca um plano B (sei lá, cirurgia ou remédios) achamos que estão trapaceando. Porque toda gorda tem que sofrer para perder tudo que acumulou. 

Pare de se punir. Você merece se perdoar, você merece ter tudo facilitado, seja uma academia com uma super estrutura e aulas legais, seja uma nutri espetacular, seja uma médica fabulosa que parece já te conhecer de tanto que te entende. Você merece. Você não precisa passar por todo esse caminho sozinha para se sentir vitoriosa. Você é vitoriosa por tentar, você é vitoriosa por pedir ajuda, você é vitoriosa por não desistir. 

E seja lá qual tipo de ajuda que quer, se é malhando na academia ou em casa. Se é tendo aulas de dança pelo youtube ou malhando ao ar livre, se é indo a uma médica, massagista, homeopata, acupunturista....não importa, mas faça, faça agora. Para depois não ficar com aquela sensação de "por que não comecei antes?".


E, acredite......mesmo que essa sensação venha, não se apegue muito a ela. O tempo pra trás poderia ser melhor aproveitado, e não foi....tudo bem. Aceite isso como um aprendizado e aproveite melhor o tempo futuro, ou melhor, o tempo presente. E daqui um tempo....você vai ter agradecido (a si mesma) por ter começado hoje. Agora.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Na teia da aranha

Há um tempo atrás comecei a ler um livro e fiquei toda animada.


Isso lá em 2013. Mas  eu fiquei muito animada mesmo. Tanto que comecei a fazer a resenha do livro aqui no blog. E para ver as resenhas já feitas, basta clicar aqui:

Primeira Parte: Dependência Física 

Aliás o livro se chama "A teia de aranha alimentar"
 

Quando eu entrei na terceira parte do livro (que tem 5 partes) eu me decepcionei completamente. Coloquei o livro no fundo da gaveta e não consegui mas prosseguir na leitura. Descobri que o Método Ravena é muito radical.

Entendam, não estou dizendo que não dá certo....quem sou eu. Mas eu - Fernanda, mais conhecida como She RA - não gosto de dietas radicais. Não gosto mesmo. Mas é só a minha opinião. Há quem goste. Há quem faça. Há com quem funcione. Mas eu...bem, eu tava bem resistente a terminar o livro. 
 

Mas ao mesmo tempo era uma questão de honra. Nesse meio tempo já li outro inteiro (que to louca pra contar) e já comecei a ler mais 2. 

E eu gosto das resenhas. Gosto de fazer....tem gente que gosta de ler. Mas eu não ia começar a falar de outro livro sem terminar de falar do aranha. Resumindo: finalmente terminei de ler o livro, e nos próximos dias (ou meses, sei lá) terminarei as resenhas que faltam e terminarei o livro aqui. 

Vou tentar não ser tão eu, tão descrente, enquanto escrevo as resenhas. Vou tentar. Não sei se vou conseguir. 

Peço desculpas para quem estava acompanhando o livro pelo meu blog e que ficou sem notícias dele desde 2014. 

Se eu recomendo o livro pra leitura?

Não sei. Depende. Se você gosta de dietas radicais, olha...vai fundo. Comprei e deguste. Eu não gostar desse tipo de dieta é mesmo uma questão de gosto. Todas as dieta dão certo, desde que você as faça, e com todas elas você pode engordar de novo, se deixar de fazer o que estava fazendo. E neste mundo de possibilidades, eu prefiro a reeducação alimentar. Se eu acho que estou certa? Não é uma questão de estar certo e errado. É uma questão de achar o que funciona pra você. 

E é por isso  - também- que vou terminar de resenhar o livro: vai que ajude alguém por aí....

Bom dia!


domingo, 6 de dezembro de 2015

Casinha de gengibre

Ontem decidi passar o sábado me divertindo na cozinha. 


Queria testar umas receitas novas para o natal, e passei o sábado tentando fazer a tal da casinha de gengibre. O que é isso? Bom, é isso:


Ou pelo menos era pra ser. A minha não ficou nada parecida com essas aí. 

Na teoria era bem fácil. Pega as partes da casinha e junta com glacê real. 


Nos EUA é bem comum e existe até um kit pronto, com os biscoitos já na forma da casinha e é só juntar mesmo e construir. Mas como moro no Brasil....não é assim tão fácil. 

Primeiro eu fiz os biscoitos. Fiz um molde com papelão, fiz a massa de biscoito e cortei a massa usando o molde de papelão. O biscoito é simplesmente surreal de bom. Mas gorduroso até dizer chega. Nem tive coragem de comer. Só provei (tá, é divino mesmo). Mas enquanto eu fazia e moldava, a minha mãe era puro óleo, que saía da massa. Muita manteiga, e glicose de milho. Fora isso, vai açúcar mascavo, canela em pó e gengibre em pó. Realmente delicioso. E até aí, apesar de ser trabalhoso, foi simples a coisa. O problema foi na hora de montar a casa. 

Olha a minha:



E aí ela desabou, e eu fui tentar arrumar, e ficou ainda mais trágica que antes:


Aí, você percebe o que é a pessoa não ser ansiosa. O marido foi tentar fazer, e com toda calma do mundo fez primeiro as paredes e esperou secar para colocar o telhado. Dá uma comparada aí:


Eu morro de rir com essa foto. É a foto da ansiedade, ou seja......eu. É um resumo de mim mesma. 

Mas no final das contas (com ou sem ansiedade) nenhuma das casas deu certo. A casa caiu, literalmente. Terei que pesquisar um glacê que fique mais duro e seque (e olha que fiz ele com pó de merengue).  Mas pra isso.......bom, será para o natal de 2016, porque agora eu preciso tirar umas férias de casinha de gengibre. Foi super divertido tentar fazer e tal.....mas deu! Chega! Por este mês já deu. Então, deixa para o próximo ano. 

Mas se alguém aí tiver alguma ideia ou macete para fazer, por favor, diga. Coloque nos comentários. Porque apesar de eu ter ficado cheia disso pra esse ano, desisto não. Vou tentar fazer de novo qualquer dia desses. Apesar de cansar, as tentativas culinárias são divertidas, e nessa vida, é a diversão que conta.
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