domingo, 31 de janeiro de 2016

Na cachoeira

Mais uma história sobre as minhas férias......

Como estávamos com amigos lá no E.S. decidimos  mostrar um outro lado do estado, não só as praias. Fomos para as cachoeiras. Fomos para Véu de Noiva, em Santa Leopoldina. O lugar é lindo. Sempre vamos lá. Mas o bom de lá é ir durante a semana. E ainda assim temos que compartilhar o lugar com algumas pessoas....mas o fim de semana é terrível....lotado demais. 


Enfim, fomos lá, onde tem um parque com uma piscina natural......para quem gosta da natureza....é simplesmente perfeito. E vamos deixar uma coisa clara neste momento. Eu gosto de natureza. Amo a natureza. Mas....tenho uma certa dificuldade de conviver com ela. 

O meu problema é com os bichos que não vemos. Eu entrava na piscina já preocupada com os peixes que poderiam ter (e tinham) por ali. 

Então, num certo momento estávamos (eu, marido, casal de amigos e o filho deles) sentados na beirada da piscina e a minha sobrinha (que já está com quase 13 anos) lá no meio da piscina, quando o meu marido olha e vê uma cobra, bem pertinho da minha sobrinha, quase que dando um beijinho no ombro dela (a cobra deve ser fã da Valesca Popozuda).

Mas deixa eu contar direito a história: passamos um dia falando de cobra. Quando estávamos indo pra lá, o gurizinho (filho do casal de amigos) disse que a a vó dele sempre disse que quando está na mata e assobia, está chamando uma cobra, e ele vem. E passamos o dia com essa história. Até que que no momento que estávamos na borda da piscina natural e a minha sobrinha lá no meio, ela disse: "Não tem cobra aqui, né?" E meu marido respondeu "não, aqui tem muita gente......olha a cobra". 

A minha sobrinha começou a debater na água pra sair e eu puxei ela. Com isso a cobra se assustou e saiu "correndo" por cima da água para o outro lado. Todo mundo saiu da água. E demoraram uns 40 minutos para ter coragem de voltar pra água. E quem foi a primeira pessoa que voltou pra água? Minha sobrinha. Ela é mesmo muito corajosa. 

A cobra....era assim:



Segundo o Google, é conhecida como cobra cipó.  Que na verdade é sim uma cobra venenosa (ao contrário do que pensam). Mas o dente que injeta o veneno é bem no fundo da garganta e é inclinado pra trás, o que torna muito raro os casos em que realmente injetaram veneno em alguém. Ai que medo. 

E eu tinha um certa (mas não muita) tranquilidade por saber que cobras, na água andam por cima dela. E as tornam visíveis. 


Mas assistindo um programa outro dia na TV descobri que a sucuri por exemplo (aquela cobra que mata abraçando e engole a pessoa inteira) é uma cobra semi-aquática e prende a respiração debaixo da água por até 10 minutos.....o que me faz ver o mundo natural com outros olhos. Tudo bem que ela é uma cobra mais do norte e da Amazônia. Mas sou assim....medrosa. Muito. 

Pra ter uma ideia, no dia da prancha de stand up eu até pensei em sentar com a bunda na prancha e colocar os pés dentro da água. Mas aí....sou uma pessoa medrosa, e logo pensei no tubarão. Sim, no E.S. não tem tubarão...mas tem um monte de lugar que não tinha e descobriram que eles estavam ali depois do primeiro ataque. E a maioria dos surfistas atacados por tubarão eles estavam em cima da prancha mas com os pés na água, mexendo os pés. Na visão do tubarão, não é uma pessoa, é uma presa. Preferi lesionar o tornozelo que dar de cara com um tubarão (eu e minhas teorias....). E eu sempre digo: se você está na praia, não seja a última pessoa, aquela mais no fundo, mais perto do alto-mar. Porque quando o tubarão vier, vai atacar primeiro quem tá mais perto kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Não seja essa pessoa.

Dias depois, estávamos na casa de praia e começamos a falar em ladrão. Falamos tanto, tanto, tanto....que chegou uma hora que eu disse: "Por favor, vamos mudar de assunto.....viram o que aconteceu com a cobra....". Bora falar de dinheiro!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Stand Up Paddle

Faz um tempo que estou louca para fazer Stand Up. E para quem não sabe o que é, é aquelas pranchas enormes com remo. 


Mas eu descobri que elas são bem caras. Os preços variam de 1.500 a 5.000. E me conhecendo como eu me conheço.....bem, vou querer a mais cara. E....assim...... as mais baratas (1.500) já seria cara de mais pra mim no atual momento. 

É claro que antes de comprar eu iria alugar - para ver se realmente iria gostar - e ter umas aulas. Mas eu estava adiando tudo isso, com medo de gostar e ficar louca querendo comprar e sem dinheiro pra isso. 

Aqui em Porto Alegre, em Ipanema, tem aluguel de Stand Up, por 50 reais 30 minutos. O que, se você pensar, é bem caro.....se você quiser fazer 30 minutos 1 vez por semana (o que pra mim não seria suficiente) já sairia mais caro que uma academia. Sem falar que Ipanema.....acho meio poluído, eu gostaria de fazer em outros lugares do rio Guaíba mais limpos. E tudo isso estava borbulhando a minha mente nos últimos 3 meses.

Aí saí de férias. E num dos dias de férias (fazia 1 semana das 3 que eu teria) fomos numa prainha lá no ES chamada Praia Grande, uma enseada sem muitas ondas e tal. E chegando lá tinha o Stand Up para alugar, e era 20 reais por 40 minutos. E eu pensei: "essa é a minha chance".



Estávamos eu e uma amiga.  E eu disse a ela: 

- Que bom que não corri hoje cedo na praia (estava correndo todos os dias, mas isso conto depois), vou gastar calorias fazendo Stand Up. 
E ela disse: - Gastar calorias? Mas nós só vamos passear e dar uma remadinha de vez em quando....

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

A Helen (a tal amiga), não fazia idéia do que estava por vir. 

Pegamos a prancha, o instrutor nos ensinou como era o esquema, subimos na prancha e fomos pro mar. Estávamos cheias de marra. Colocamos o colete salva-vidas. Eu sei nadar, mas como era a primeira vez que eu fazia Stand Up, queria me preocupar com menos uma coisa. E - olha que guria marrenta - de óculos escuro. Me achando a estrela do Instagran (mas não tirei foto....pena).

No instante que subimos na prancha começou a ventar. Não consegui ficar de pé, não consegui ficar ajoelhada (assim:).


Então eu ficava sentada nos pés. De joelho na prancha, mas com a bunda acomodada no tornozelo. 

Tava ventando muito e tinha uma área de muitas pedras, que tínhamos que evitar. Então eu remava pra longe das pedras, e quando parava de remar para tentar ficar de pé, o vento me levava de volta pra perto das pedras.....foi uma luta. A Helen não consegui fazer nem 20 minutos, passou a prancha pro meu marido. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E eu pensei: ahhhhhhhhh, achou as calorias que iríamos queimar, né?

Levamos uns 4 tombos na água e lá pelo terceiro se foi o meu óculos (o meu e o da Helen). Sentirei saudade dele (esse aqui:).


Mas tudo bem, que Iemanjá aceite como presente. 


Não é fácil remar naquele treco, ainda mais quando venta. Eu fiz meus 40 minutos (estou numa fase em que tento terminar tudo o que começo). E eu - apesar de tudo - adorei. Pretendo fazer de novo futuramente. E, quem sabe um dia, eu fique boa nisso.....


Sonhar não custa nada. 

Aí.....a história não termina aqui. No dia seguinte fui correr na praia. Na primeira corrida já senti o tornozelo. Mas pensei: preciso terminar o que começo. Terminei a corrida de 1 hora (correndo 1 minuto e caminhando 2). 

No dia seguinte o tornozelo já tava inchado e doendo. Cheguei a conclusão de que passar 40 minutos remando sentada no meu tornozelo, apoiando todo o peso do meu corpo no tornozelo, não foi mesmo uma boa ideia. Passei as 2 outras semanas de molho, sem poder correr, sem poder fazer AF, e a dor está perdurando. Cheguei em Porto Alegre, ainda estava andando que nem uma pata choca. 

Ontem fui no médico. Ele pediu uma ressonância, mas já me adiantou que não é nada grave. Que é chatinho pra curar, porque é no pé, mas não é nada grave, me receitou um remédio e me disse pra colocar gelo. E disse que se eu quisesse que parasse de doer mais rápido, eu poderia também tomar uma injeção. Mas acho que nem vou tomar, não tá mais doendo tanto. 

Aí, no médico, o médico um gato.....kkkkkkkkkkk....eu perguntei se a injeção seria no pé. E ele disse: "não, na bunda, mas não dói nada". Eu então fiz cara de paisagem para disfarçar meus pensamentos e pensei:

- Pena que não vim com minha calcinha fio dental.....kkkkkkkkkkkkkkkkk

Mulher, se dê o respeito! Ahhhhhh, a minha mente não poderia perder a piada. Mas depois o médico disse que a injeção seria na farmácia (pena....kkkkkkkk). 

Agora é cuidar do pé, pra voltar logo a malhar. E quem sabe, voltar a fazer Stand Up. Quem sabe.....

Voltei!!!!


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